sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Mais um Natal na redação
Alguns jornalistas agora se sacrificam desta forma para garantir a notícia aos espectadores, seja na TV, na internet, no rádio e no tradicional matutino. Esse foi o meu caso no dia em que se comemora o nascimento de Jesus. Afinal de contas nessa época do ano, apenas metade das equipes trabalha nesse feriado.
Nas ruas, acontece algo bem antagônico em relação à véspera da data. Uma tranquilidade só. Vias vazias e sem congestionamento. Calçadas sossegadas para dar aquela caminhada. E lojas totalmente fechadas. Foi possível contar nos dedos as pessoas que se arriscaram a sair de casa.
Também vou mais além. Os meios de transporte público também não registram aquele grande volume de passageiros. Pude sair de Suzano em direção à capital sem a menor agitação. Consegui viajar sentado o percurso inteiro no trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e no metrô. Algo raro de acontecer em dias normais. Presenciei todo esse cenário no caminho para o plantão.
No entanto, a vontade de estar com a família ou junto com os grandes e leais amigos aumenta a cada passo rumo ao trabalho. Mas infelizmente precisei abrir mão de tudo isso para cumprir o dever da minha profissão. Pelo menos, consegui festejar a ceia com os parentes e, pela primeira vez, com a Rafaela, a minha linda sobrinha. Algo para ficar emocionado só de vê-la feliz com o monte de presentes que ela ganhou.
Agora, o jeito é guardar todas essas ótimas lembranças e enfrentar mais esse plantão de Natal nesse clima frio de redação. É uma forma de amenizar a minha ausência no tradicional almoço de Natal com a família. Aqui, há colegas de profissão muito legais para conversar e jogar bobagens aos sete ventos. No entanto, não é a mesma coisa se comparada à possibilidade de ficar com os parentes e os parceiros de longa data.
Sinto sim um enorme aperto no coração por trabalhar no Natal. Porém, foi a vida profissional que escolhi. Então, o jeito é dar continuidade a essa missão porque a minha grande recompensa será a folga no Ano Novo com a outra metade da equipe. Além disso, só torço para sobrar um pouquinho desse dia para poder curtir após o serviço. Assim, Feliz Natal para todos e curtam por mim.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Dez meses em clima de Natal
E isso acontecerá bem no mês em que ela completa dez meses. Na verdade a pequena notável atingiu essa idade nesta data, a apenas nove dias do Natal. Então, o jeito é comemorar duas vezes. Agora por ela ter chegado a esse patamar e depois para o feriado com a família. Haverá presentes, mas passei a dar mais importância em ficar com todos aqueles que me deram apoio nos tempos do acidente.
E agora contaremos com esse belo reforço. Afinal, já disse várias vezes que a Rafaela chegou num momento difícil. Apesar de tão pequena, se tornou um verdadeiro anjo da guarda por ter trazido mais alegria, candura e amor ao meu coração, apenas por dar atenção a tudo que faço. Afinal, criança não mente e percebemos de fato quando a mesma gosta ou não gosta de alguém ou de algo.
Pois bem, dez meses se foram e a Rafaela cresce aos poucos. Na mesma proporção, também aumenta a alegria de todos que estão em volta dela. Pelo menos me sinto desta forma, a ponto de amigas dizerem uma certa mudança radical na minha fisionomia quando estou na presença da amada sobrinha. Também, não tem como não aparentar mais felicidade estampada no rosto.
É o mínimo que ocorre porque a Rafaela enche nosso peito de alegria. Até os mais sérios da família se rendem aos encantos dela. Um exemplo mesmo é o meu pai. De comportamento fechado e mais observador, ele também muda quando a neta está por perto. É só ver essa imagem dos dois juntos:
Para mostrar que o tio coruja aqui também sempre está por perto, essa aqui a Rafaela me acompanha no computador. Só não pode virar jornalista, viu:
E as brincadeiras não param por aí. A menina se esbalda no colchão de ar que comprei especialmente para acomodá-la quando ela está em casa:
domingo, 6 de dezembro de 2009
Na Capital da Alegria - parte 4
Depois de uma tarde na piscina do resort Stella Maris e na praia com o mesmo nome do hotel, o jeito foi preparar as malas com objetivo de partir para mais perto do centro de Salvador. Queria ficar numa região mais próxima dos pontos turísticos como forma de curtir o final de semana prolongado, após intenso trabalho para o jornal. Com todas as minhas tralhas, consegui transporte ao bairro da Barra, onde ficava o albergue escolhido para ficar o restante da minha viagem à Capital da Alegria.
Cheguei por volta das 18 horas de um sábado, 21 de novembro, ao Albergue do Porto. O local não poderia ser melhor localizado, pois ficava muito próximo à praia da Barra e ficava muito fácil embarcar nos ônibus ou num táxi em direção a algum local conhecido. Ao entrar no local, fiz o meu cadastro.
Afinal, havia escolhido esse tipo de hospedagem porque esses lugares costumam ter várias pessoas interessantes para conhecer. Além disso, facilita a formação de novas amizades. Eu estava sozinho nessa empreitada e queria ter novos contatos.
Mas algo me chamou muita atenção logo ao entrar no albergue. Quando ia guardar minhas bagagens, um grupo de mulheres hospedadas no mesmo local veio e perguntou se eu gostaria de participar de uma festa que ocorreria no albergue. E falou que custaria R$ 15 com direito a bebida e churrasco.
Imediatamente, aceitei o convite e , em seguida, me apresentei. Também disse da minha vontade de estar nesse grandioso evento. Melhor recepção melhor em meio à minha chegada, impossível.
Pois bem, fiquei tão animado a ponto de ir ao mercado próximo e reforçar o estoque de bebidas. Fiz desta forma e aguardei ansiosamente todos os preparativos. A festa começou por volta das 21 horas. A partir de então, foi possível conhecer o pessoal hospedado.
Lá, estavam pessoas de várias partes do país e até do exterior. Conheci uma turma de mulheres bastante animadas de São Paulo: a Vivian, a Thaís, a Michelle e a Pat, além de outras. Além disso, havia a Aline lá de Fortaleza (CE), o Leandro, de Margingá (PR), a Luciana e o Marcelo, ambos do Rio de Janeiro. Fora eles, estava a ala estrangeira, como os grupos de franceses e de inglesas. Também tinha o Fernando, um peruano muito engraçado. Verdadeira figura.
Assim, a festa começou em ritmo acelerado. Então, o jeito foi fazer o registro do pessoal que recepcionou para a ocasião:
O evento deixou todos nós bem a vontade. Conversa vai e outro papo vem, tudo regado a muita cerveja e vodca. Com certeza, esse fator acirrou mais os ânimos de todos nós nessa festa. Apenas algo para alegrar o início da curtição na Capital da Alegria. O único problema foi o cansaço acumulado por conta do trabalho nos dias anteriores, a ponto de tirar um cochilo no meio da muvuca.
Mas antes, consegui flagrar alguns detalhes com a minha máquina digital. Nessa imagem, as moças de Sampa:
Mais uma delas com o grupo mais completo:
Em seguida, a Thaís (de verde) faz pose com outra amiga, a Isis:
Essa é a ala estrangeira, que ficou bem animada com a festa:
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Numa fase inusitada de transição
Isso mesmo. Depois de acompanhar eleições presidenciais, casos policiais de repercussão, acidentes aéreos e entrevistas com personalidades, chegou a vez de testemunhar a troca do comando do Diário de São Paulo com a compra do jornal pelo Grupo Traffic junto à Infoglobo (braço das Organizações Globo em matutinos). Para mim, tudo isso é uma grande novidade, pois nunca havia presenciado algo assim.
A notícia sobre a compra veio como um verdadeiro tsunami entre os colegas de redação, pois a mesma proliferou antes por meio de uma nota divulgada na internet no horário do almoço daquele dia 15 de outubro de 2009. A confirmação oficial só ocorreu no final da tarde. Apesar de tudo isso, o clima de expectativa continuou por muito tempo nos corredores.
Outros colegas de profissão ficavam ansiosos para saber o que aconteceria a partir de então. Mas muitos permaneceram serenos com as alterações e continuaram a trabalhar da mesma forma, sem qualquer tipo de preocupação. Eu acho que me encaixo na segunda opção, porém com uma grande curiosidade de observar os passos dos novos controladores do jornal.
A transição passou a durar todo o mês de novembro. Os funcionários foram desligados da Infoglobo e recontratados pelo Grupo Traffic. No campo editorial, o conteúdo começou a ser analisado de forma mais criteriosa pela nova direção de redação. Como consequência imediata, a capa do matutino está mais bonita e com bons assuntos para chamar a atenção do leitor.
A empresa assumiu oficialmente a edição do jornal na última terça-feira, dia 01 de dezembro. Nessa data, o dono do grupo, o empresário e jornalista J. Hawilla, fez questão de ir à redação para cumprimentar a todos os profissionais. Conversou e falou da sua felicidade em adquirir o Diário de São Paulo. Com essa compra, o jornal passa a ser carro-chefe da Rede Bom Dia, que já atuava no interior do estado.
Apesar dos contratempos burocráticos, essa fase de transição trouxe bons ensinamentos para mim. Testou minha capacidade de me adaptar a alterações bruscas, conseguiu despertar a tranquilidade em mim nesse processo todo e será responsável por eu guardar mais uma história dentro da profissão. Sem querer ser bajulador, a torcida agora é para que tudo dê certo. Se isso acontecer, eu e os meus colegas de redação serão beneficiados de alguma forma.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Na Capital da Alegria - parte 3
Minha missão profissional havia sido cumprida na Bahia. Após enviar a reportagem para o Diário de São Paulo e até o jornal O Globo, só queria aproveitar minha estadia na Capital da Alegria. Ainda fiquei parte desse período no Resort Stella Maris. Mas queria de todas as formas aproveitar a primeira noite de tranquilidade depois da cansativa cobertura. Como não iria trabalhar na segunda-feira devido a uma folga que tinha direito, decidi estender minha permanência em Salvador.
O jeito foi sair com alguns colegas de profissão. Escolhemos como destino o bairro do Rio Vermelho, devidamente recomendado por outros companheiros jornalistas que vivem na cidade. O local é conhecido devido à grande concentração de bares. Melhor opção seria impossível, pois era uma forma de entrar no circuito de curtição local e, ao mesmo tempo, de desligar do trabalho.
Antes de sair, os demais jornalistas do grupo perguntaram se iria mesmo com sono. Afinal, eu demonstrava cansaço no retorno ao hotel com o término do evento organizado pela Ford. Respondi que iria mesmo assim, mesmo se precisasse dormir na mesa do bar durante a nossa incursão.
Desta forma, fomos ao destino escolhido. Ao chegarmos nesse local, notamos a presença de muitos jovens nas calçadas, nas mesas montadas pelos bares. O clima estava favorável, com uma temperatura agradável e uma noite bem estrelada. Iniciamos o nosso ritual de beber. Conversamos por bastante tempo.
No entanto, eu só não contava que cumpriria algo até então ignorado por todos. Durante nossa permanência, o sono começou a bater em mim. Com isso, eu dei uma cochilada na própria mesa do bar. Com certeza, alguns baianos nas mesas deviam achar que estava bêbado. O cansaço falou mais alto.
Por esse motivo, os demais colegas de profissão na mesa começaram atirar um barato. Participei da brincadeira e o povo se divertiu. Quando vimos que o horário era 4h30, resolvemos ir embora de táxi para o hotel. Chegamos, mas ainda não estava contente o suficiente para me recolher no quarto, apesar de ter dormido na mesa do bar.
Com isso, consegui presenciar o amanhecer do sol na praia Stella Maris. Olha só o espetáculo:
Depois desse flagrante, fui dormir porque queria aproveitar o dia seguinte em Salvador. Ainda consegui curtir o resort onde fiquei até a metade da tarde. Em seguida, peguei as malas e fui em busca de um lugar para ficar até o fim da folga em Salvador, pois o esquema da Ford terminaria naquele sábado.
Então, parti para um albergue da juventude, onde ficaria até o meu retorno. A partir daí, começaria uma nova etapa na Capital da Alegria, a de apenas curtir e conhecer Salvador.
domingo, 29 de novembro de 2009
Desde o Grêmio Estudantil
Sempre envolvido com o handbol desde a época da escola, a lembrança de Cosme me fez retornar àquele período. Antes de me candidatar, já dava os primeiros passos nessa área. Isso mesmo. Participava do jornal que o Grêmio Estudantil editava para os alunos da escola. Além disso, também costumava falar no microfone nos momentos em que outros estudantes instalavam um sistema de som no pátio para anunciar as músicas tocadas pelos aparelhos. Como se fosse numa rádio.
E como poderia me esquecer de 1992. Ainda no segundo ano do antigo segundo grau (atual ensino médio), fiz a cobertura de uma passeata feita por alunos de diversas escolas da cidade para pedir o impeachment do então presidente Fernando Collor. Era o período dos "caras pintadas", uma alusão aos jovens que protestavam com pinturas no rosto contra o chefe do Executivo do país, acusado de corrupção. Assim, acompanhei todos os passos do movimento para o jornal da escola.
Um ano mais tarde, decidi concorrer à chapa liderada pelo Cosme para o Grêmio. Com a pouca experiência na área, dentro da escola, me candidatei para o cargo de diretor de imprensa. No entanto, o nosso grupo perdeu as eleições por dois motivos. Um deles foi o espírito idealista de fato adotado pelo grupo, de querer melhorar a situação dos estudantes, porém sem muito planejamento. Por outro lado, a turma adversária tinha pessoas mais velhas e desta forma se articulou mais politicamente junto aos alunos, com promessas e projetos mais concretos.
O tempo passou e daquela época ainda trago marcas absorvidas da vivência no Grêmio Estudantil. Uma delas é o compromisso de trazer a melhor informação em qualquer lugar onde eu trabalhar. Fora isso, também carrego o espírito impetuoso de correr atrás e lutar sempre por algo melhor. Talvez, esses motivos foram responsáveis por ainda sobreviver no jornalismo, em meio aos 15 anos de profissão, sem contar os tempos escolares.
Desta forma, continuo jornalista e hoje trabalho no Diário de São Paulo. O Cosme se dedicou a sua paixão adquirida ainda nas quadras da escola. Jogou e depois se tornou técnico de handbol. Bons tempos, responsáveis pela nossa formação, cada um em seu segmento, claro.
sábado, 28 de novembro de 2009
Na Capital da Alegria - parte 2
A chegada à Capital da Alegria foi nas primeiras horas da madrugada de uma sexta-feira, dia 20 de novembro. Só não foi tão tarde porque ganhei uma hora a mais. Lá, não é praticado o horário de verão. Assim, o jeito foi dormir um pouco e me preparar para a data seguinte. A cobertura exigiria um pouco de atenção, pois o anúncio de investimentos da Ford contaria com a ilustre presença do presidente Lula.
O grupo de jornalistas convidados acordou bem cedo para o café da manhã. Todos estavam no Resort Stella Maris, na praia que tinha o mesmo nome. Ao despertar, tinha essa visão do hotel. Não dava nem vontade de trabalhar:
No entanto, precisava cumprir o objetivo principal do convite feito pela montadora. O jeito foi me trocar e pegar todos os equipamentos que usaria na cobertura jornalística. Com notebook, bloco de anotações e caneta na pasta, eu e demais colegas de profissão partimos para Camaçari, a cidade próxima a Salvador onde fica a fábrica da Ford.
Na van, o jeito foi consultar as notícias do dia pela internet móvel e verificar se alguma informação sobre os investimentos havia sido divulgada. Nessa ação, descobri que alguns veículos haviam conseguido os dados com exclusividade. Ou seja, a minha visita atrás da notícia tinha sido em vão. Nem tanto, pois sempre é bom acompanhar um evento com a presença de Lula. Ainda mais para quem estava há algum tempo afastado das reportagens do dia-a-dia.
Chegamos na unidade da Ford em Camaçari. Uma demora enorme para entrar no local do evento, devido ao confuso e sistemático esquema montado pelo cerimonial da Presidência. Se não fosse a assessoria de imprensa da montadora, com certeza esperaria até agora para entrar no local do anúncio.
O grupo de jornalistas esperou a chegada do presidente por mais de duas horas. A sorte é que ficamos no espaço destinado para autoridades. Lá, havia um delicioso buffet de comida. Pelo menos enganei a fome durante essa cobertura. O mais legal foi encontrar outros colegas com quem havia trabalhado em outras redações. São os casos dos jornalistas Leone Farias e Hugo Cilo.
Os dois foram meus parceiros no Diário do Grande ABC. O Leone continua no mesmo jornal e o Hugo faz parte da redação da revista IstoÉ Dinheiro. Fora eles, estavam outros jornalistas que costumava cruzar nas entrevistas coletivas do setor automotivo, como Paulo Araújo, hoje na Folha de São Paulo, e Murilo Camarotto, do Valor Econômico. Pelo menos, conhecia alguém.
Com a chegada de Lula ao evento, também vieram outros repórteres que o acompanhavam desde o dia anterior em Salvador. Nesse caso, também encontrei Maiá Menezes, jornalista do jornal O Globo, quem eu conhecia das vezes em que ia a São Paulo na sucursal do matutino, que ficava no mesmo andar da redação onde trabalho. Assim todos cobrimos o evento.
Ao final da solenidade, veio a grande surpresa do dia. O pessoal da sucursal do Globo em São Paulo me telefonou para pedir minha reportagem. Ou seja, parte do meu material seria publicado num dos maiores jornais do país. Fiquei muito feliz, pois sempre sonhei em trabalhar num grande matutino. No final, a reportagem saiu assinada por todos os envolvidos na cobertura. Muito legal.
Além disso, a felicidade veio em dobro. No final da tarde, a Larissa, editora de economia do Diário de São Paulo, me avisou para caprichar no material porque o mesmo teria grande destaque. O jeito foi me empenhar ao máximo. Escrevi sobre os investimentos da Ford, mais as declarações do Lula na solenidade.
Demorei para consolidar todos os textos enviados tanto para o Globo quanto para o Diário de São Paulo. Porém, nada me tirava o bom humor, apesar de ter trabalhado além do habitual, a ponto de segurar o notebook em pé, com a mão esquerda por falta de uma mesa de apoio. E digitava a última matéria a ser enviada para São Paulo somente com a mão direita no mesmo computador. Os demais colegas de profissão me acharam um doido e davam muita risada, mas garanti o texto nessas condições. Afinal, não queria perder tempo à espera de definições.
A cena inusitada aconteceu porque precisava sair da sala montada para a imprensa devido ao horário porque os funcionários precisavam fechar o local. Saímos da fábrica no começo da noite, três horas após o final da solenidade. Por outro lado, precisava arrumar uma forma de mandar o último texto para a redação. Ainda bem que levei um notebook.
Fora os contratempos como esse, estava com a sensação de missão cumprida pelo fato de aproveitar o final da tal sinergia entre as duas redações, cujo encerramento é em dezembro com a mudança do comando do jornal onde trabalho devido à venda dele à Rede Bom Dia (leia-se J. Hawilla, o dono da Traffic). Outro motivo foi ter provado mais uma vez que a viagem não era mera curtição, mas queria ir atrás da boa notícia, dentro da economia. Depois de superar minha meta prevista, minha vontade era somente relaxar e aproveitar o final de semana na Capital da Alegria.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
De volta ao volante do carro
Pensei duas vezes e resolvi aceitar o desafio. Desta forma, sentei no banco do motorista e liguei o carro. Comecei a tremer de ansiedade, pois era a primeira vez que sairia sozinho de carro desde o acidente, há mais de um ano. Outra vez, havia dirigido com o pai ao meu lado e na companhia de uma grande amiga minha, a Tatiana.
Até então, eu não me sentia seguro de guiar um veículo sem a companhia de alguém. No entanto, respirei fundo, dei a partida e saí com o carro em direção à academia. No início, eu estranhei. Mas aos poucos, me acostumei novamente e dirigi como nada tivesse acontecido. A felicidade tomava conta de mim.
Fiquei muito contente por se tratar de mais uma etapa vencida nessa recuperação física e psicológica depois do acidente. Era como se nada tivesse acontecido. Ao contar para algumas amigas, elas comemoraram tanto, a ponto de me deixar emocionado. Pode parecer bobagem, mas essa situação significou muito para mim. Marcou mais uma fase superada.
O fato me despertou a vontade até de comprar um carro. Se eu consegui esse feito, certamente foi com apoio dos amigos e da família. A todos, o meu obrigado de coração por me influenciarem nessa façanha.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Na Capital da Alegria - parte 1
Enfim, uso um pouco do tempo que me resta para escrever. Na verdade, é por uma boa causa porque aqui começa mais uma grande saga, como resultado dessas caminhadas atrás da notícia. Depois da Capital do Poder, chegou a vez de voltar à Capital da Alegria. Pela terceira vez, estive em Salvador com objetivo de cobrir a visita do presidente Lula durante o anúncio dos investimentos de R$ 4 bilhões pela Ford nas suas fábricas do país, dos quais R$ 2,8 bilhões na unidade da montadora na Bahia.
Inicialmente, a viagem foi possível graças a um convite feito pela fabricante de veículos. Como a notícia era importante, a Ford chamou um grupo de jornalistas dos principais jornais do país para prestigiar a ocasião. E eu estava lá nesse momento. A oportunidade pintou de última hora, bem na véspera do feriado da consciência negra. Então, o jeito foi acelerar meu serviço para poder correr atrás de mais essa reportagem.
Consegui antecipar tudo na redação como forma de cobrir esse evento. Na minha avaliação, era de extrema importância por se tratar de uma medida para incrementar a produção e vender mais automóveis. Então, terminei tudo, peguei as minhas malas e parti do centro de São Paulo rumo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em pleno horário de pico, às 19h45, e de saída do paulistano para curtir o feriado prolongado.
Ao contrário do previsto, o trânsito no trajeto não estava tão congestionado. Desta forma, conclui que tudo seria tranquilo até entrar no avião. Puro engano. O engarrafamento estava mesmo quando cheguei ao saguão do terminal aéreo. Eu me deparei com uma fila quilométrica para despachar a bagagem, procedimento também conhecido como check in.
Percebi que a aventura rumo à Capital da Alegria, como Salvador também é conhecida, começaria a partir deste momento. O jeito foi entrar na fila. A mesma dava verdadeiras voltas dentro do aeroporto até terminar nos guichês da TAM, a companhia aérea na qual iria viajar. Procurava entender por que a situação estava tão tumultuada daquele jeito.
Numa rápida apuração, uma das funcionárias informou que o caos era um reflexo de uma pane ocorrida pela manhã no sistema informatizado de reservas de passagens. O transtorno foi registrado após a empresa ter trocado justamente esse programa no decorrer da semana do feriado. Por conta disso, fiquei mais de uma hora à espera da minha vez para ser atendido.
E os transtornos não paravam por aí. Muitos passageiros eram convocados pelas atendentes na própria fila no caso dos voos com embarques imediatos. Era um atraso atrás do outro. Mas um fato me causou muita indignação nessa tentativa de embarque.
Numa dessas iniciativas, uma funcionária da TAM chamou a atenção de uma passageira que se manifestou estar à espera de um voo para Curitiba. A atendente da empresa disse: "Você precisa prestar mais atenção. Não ouviu minhas convocações para esse destino?", questionou.
O fato revoltou os demais que estavam na fila. Imediatamente, eu retruquei bem alto: "manda a sua empresa não mudar o sistema bem no feriado em vez de dar bronca nos usuários." Em seguida, comecei a ficar atento e, ao mesmo tempo, pensar em alguma forma de aprontar algo como forma de mostrar que a atitude da funcionária tinha sido infeliz.
Enquanto conversava com outro passageiro na fila sobre esse absurdo feito no atendimento, a mesma empregada da TAM começou a convocação imediata dos usuários rumo a Salvador. Prontamente, comecei a gritar: "aqui, eu vou. Prestei muita atenção para não tomar bronca." O público próximo começou a rir daquele momento.
Para arrematar, o mesmo usuário que conversava me abordou em alto e bom som para todos ouvirem: "você prestou atenção nela?" A resposta foi sim. Ao mesmo tempo, os demais começaram a dar muita risada. Por conta dessa atitude, a atendente se sentiu constrangida e me levou silenciosamente para um dos guichês da companhia.
Finalmente, consegui despachar a minha bagagem e me encontrava com condições de embarcar na aeronave. O transtorno veio de uma forma que causou muito desgaste físico a ponto de dormir na poltrona. Nesse momento, o comandante do avião informou sobre os problemas no sistema de emissão de passagens e pediu desculpas a todos.
Após problemas e constrangimentos, consegui voar rumo a Salvador. No início, achei que renderia apenas os fatos e os bastidores relacionados ao Lula nessa nova investida. Essa conclusão também estava evidente porque pensava na possibilidade de o resto da viagem ficar monótono por me encontrar sozinho após adiar o meu retorno na passagem de volta. Mais uma vez, estava enganado.
Essa permanência na Capital da Alegria renderam frutos até então inimagináveis, além das belas fotografias que fiz. Fora isso, conheci muitos turistas brasileiros e estrangeiros em meio a essa programação. São coisas que voltarei a contar mais tarde com muito mais detalhes. Aguardem.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
E chega o nono mês
Eu tenho motivos para comemorar a cada mês que chega. Mas esse aqui eu preciso festejar e muito porque confesso uma coisa. Fiquei muito preocupado nesses últimos 30 dias porque ela estava com um princípio de pneumonia. Estava com muito medo de acontecer algo pior, como um possível agravamento da doença. Meu coração ficou muito apertado. As pessoas mais próximas perceberam.
Porém, mais uma vez uma pessoa lá em cima provou que vai com a minha cara. Atendeu aos meus pedidos para garantir a recuperação dela. Ainda bem, pois era muito difícil ver um verdadeiro anjinho da guarda com tamanho sofrimento. Afinal, pneumonia judia muito dos adultos. Falo isso com propriedade porque já vi minha mãe muito mal devido a essa doença.
Apesar da preocupação, a doença se foi e agora a Rafaela está curada. Voltou a ser a mesma bebê alegre de sempre. E uma verdadeira guardiã da minha pessoa. Apesar de tão nova, ela conseguiu me ajudar num momento crítico, em que estava arrebentado fisicamente e psicologicamente.
Trouxe alegria e amor para confortar alguém até então machucado por dentro e por fora. E criança é sincera. Então, sei que a Rafaela gosta mesmo de mim, esse tio coruja e babão.
O jeito é mostrar as novas imagens dela depois da recuperação. Flagrei até os momentos em sua banheira exclusiva:
Ela faz até pose nesses momentos de alegria:
O problema é quando o xampu entra nos olhinhos dela:
