segunda-feira, 12 de julho de 2010

De volta ao mundo da poesia - parte 2

Como a volta a esse mundo da poesia é repentino e sem regras, o retorno me fez escrever duas de uma só vez. Esse universo é assim mesmo. Faz a pessoa ficar dias, meses e até anos sem escrever.

Quando existe esse retorno como um estalo, saem até três, quatro, cinco e até sete poesias. Já fiz essa quantidade num só dia e sucessivamente. Então, vou parar com as apresentações para que possa ler. Essa é mais extensa, mas vale a pena:

Tinha o imenso medo de te perder.
Se isso ocorresse, não queria entender
Como conseguiria viver sem sofrer.
Talvez, eu pensava sempre assim
Pois o bom sentimento estava em mim.
Jamais queria que isso tivesse um fim.
Parecia que tinha encontrado a felicidade.
Mas quando tudo parecia essa realidade
Aquela luz que vinha com muita claridade
Apagou-se e me deixou na escuridão.
Comecei a despencar na imensidão
Aliada com bastante solidão.
Afinal, aconteceu o que me dava pavor.
Obviamente, convivi com muita dor.
As feridas se abriram no lugar do amor.
Realmente, o coração ficou machucado.
Meu ser ficou totalmente frustrado.
E meu louvor pela vida foi levado.
Como o tempo nos traz uma resposta
A grande mágoa antes exposta
Reverteu-se e virou a grande aposta
Para conseguir novamente me levantar
E também como uma forma de recuperar
Tudo aquilo que me fez chorar
Além da imensa alegria que havia perdido.
Definitivamente, o que tinha pedido
Veio num período bem seguido.
Junto, chegou novamente a consciência
Que também me trouxe a paciência
Como forma de eu tomar ciência
De que esse certo alguém
Levaria a minha alma para o além.
Depois de tudo eu disse amém
Por ter sido alvo da divina proteção.
Além disso, consegui ter a noção
De perceber que a minha ação
Era o melhor caminho a seguir
Definitivamente, resolvi partir
Para de fato decidir
Que pretendo voltar a ser feliz
Como eu sempre quis
E tudo aquilo que eu fiz
Antes serviu para me ensinar
Coisas, como o jeito de amar
Faz a gente se equivocar
Precisava ter essa experiência
Como forma de trazer referência
E também manter a minha decência.

10-07-2010

Um comentário:

Z! disse...

Parabéns amigo Fujita, suas palavras são sinceras e mais do que isso suas demonstrações de sinceridade nos orgulha. Eu escrevia também, claro não tão talentoso como sua pessoa, mas dava minhas canetadas transferindo o conteúdo do coração ao papel. Hoje não tenho mais esse dom e a fonte secou. Mas congratulações pelo seu talento. Apenas uma deixa, em um outro post vc dizia ter sido respondido com o silêncio de uma senhorita, sei como é Fujita, já aconteceu isso comigo, hj acho engraçado até. Parabéns pelo talento vc é o CARA!