domingo, 11 de outubro de 2009

Na Capital do Poder - parte 6

As últimas horas em Brasília

Último dia do congresso das concessionárias de veículos na Capital do Poder. De fato, o clima era de encerramento e final de festa. As últimas palestras realizadas no Centro de Convenções Ulisses Guimarães mostravam que muitos participantes já queriam ir embora. Como manda o figurino, fiz a última sondagem nos estandes e nas apresentações em busca de novas pautas interessantes para o meu dia-a-dia.

Assisti a uma palestra do ex-ministro da Fazenda, o economista Mailson da Nóbrega. Na verdade, o cansaço da vasta programação do evento aliado com a semana anterior repleta de trabalho conseguiu me vencer. Inevitavelmente, dei aquelas tradicionais pescadas de sono. Mas apesar da minha pouca disposição, consegui prestar atenção em boas partes dessa apresentação.

Responsável pelo Plano Verão durante o governo de José Sarney, Mailson da Nóbrega arrancou muitos risos do público presente com suas ironias e críticas à atual gestão da economia no país. Na ocasião, disse que a estabilidade da economia não é só méritos do presidente Lula, mas houve a contribuição de todos os presidentes do período pós-ditadura militar.

Bom, o raciocínio é muito cômodo para ele dizer, afinal comandou o Ministério da Fazenda num período turbulento (1987-1990), justamente quando as medidas governamentais não conseguiram controlar a inflação. No entanto, isso não tira o seu vasto conhecimento no assunto, afinal é uma das principais autoridades em economia no Brasil. Além disso, essa tese do ex-ministro, de que houve contribuição de vários presidentes, tem sentido.

Afinal de contas, o mercado brasileiro começou a ficar mais competitivo quando Fernando Collor (1990-1992) abriu as portas para a importação. Depois, as medidas que criariam o bem sucedido Plano Real tiveram sua fase de gestação na época de Itamar Franco (1992-1994).

Já a consolidação da estabilidade da moeda chegou com Fernando Henrique Cardoso (1995-1999 e 1999-2002), que gerenciou as próprias iniciativas comandadas por ele mesmo quando foi ministro da Fazenda. Por último, Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006 e 2007 até hoje) surpreendeu o mercado ao manter o pilar de sustentação do Plano Real e até mesmo foi mais ortodoxo do esperado ao controlar a inflação com o aumento e baixa em ritmo lento da taxa básica de juros, a Selic. Bom, chega. Fiz esse retrospecto só para visualizar a tese de Mailson da Nóbrega.

Depois dessa palestra, percebi que não tinha nenhuma outra palestra do congresso para correr atrás. Então, o jeito foi me preparar para o retorno a São Paulo. Com as malas na mão, decidi ir ao aeroporto para tentar antecipar o meu voo para da Capital do Poder para a capital paulista. Junto com outros jornalistas e o meu código do bilhete na mão, fui a um dos guichês da companhia aérea. Infelizmente, minha primeira tentativa de adiantar minha volta foi em vão.

O atendente explicou que só seria possível antecipar o voo para São Paulo se pagasse uma diferença de R$ 400. Para ele, a cobrança ocorreria porque o preço da passagem para o horário até então marcado costumava ser mais barato em relação ao considerado de pico. Falei que não pagaria por isso e aguardaria até a minha hora.

Em seguida, um dos jornalistas do grupo contou que havia conseguido fazer o mesmo adiantamento. Eu estranhei e, desta forma, o colega me levou para o mesmo guichê onde estava a atendente que conseguiu fazer a mudança para ele. Bonita e simpática, ela foi altamente eficiente e disse que era possível fazer a alteração desejada. Obtive êxito na segunda tentativa.

Parabéns para ela e nota zero para o funcionário anterior, que não prestou o serviço necessário. Só não entendo como paira a falta de preparo dentro de uma companhia aérea. Como pode ter tamanha diferença de atendimento? Mas o importante é que consegui voltar mais cedo, pois ainda teria a jornada para retornar a Suzano.

Reclamações a parte nesse final, minha primeira inserção na Capital do Poder foi bastante interessante em todos os âmbitos. Foi a oportunidade de conhecer onde todas as decisões políticas e administrativas do país são tomadas.

Além disso, aproveitei para ver as últimas novidades da área de vendas de veículos na véspera do retorno da cobrança gradativa do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre o preço dos carros. Também fiz novas ou consolidei as amizades dentro da profissão. Que venham novas oportunidades para eu poder aliar os aspectos de trabalho, diversão e aprendizagem numa tacada só. Mas a saga ainda não terminou. Na próxima e última parte, prometo ser didático para encerrar com chave de ouro.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Escola de jornalismo

Ao ligar o meu celular após os treinos diários aliados com a reabilitação, havia um recado no correio de voz. Como sempre, ouvi a mensagem deixada. O autor era o jornalista do Diário de Mogi, Evaldo Novelini, que havia pedido para retornar o telefonema deixado enquanto o aparelho estava desativado. Imediatamente liguei porque imaginei na possibilidade dele precisar de ajuda. Afinal, um colega de profissão sempre auxilia o outro.

Ao fazer esse telefonema, tive uma feliz surpresa. Na verdade, esse companheiro de batalhas queria fazer uma entrevista. Muito engraçado, pois foi uma inversão dos papéis. De costumeiro entrevistador, virei personagem. A intenção dele era conversar com profissionais dessa área que tinham atuado nesse jornal.

Desta forma, Evaldo me explicou que queria mostrar como foi a trajetória de alguns jornalistas da grande imprensa durante a passagem pelo Diário de Mogi. Respondi as perguntas feitas por esse bom profissional, com vasta carreira na região do Alto Tietê. A ideia da pauta era para comemorar as 15 mil edições desse matutino.

A entrevista foi feita no dia 22 de setembro. A curiosidade foi muito maior, então perguntei quando essa edição comemorativa seria publicada. Imediatamente, Evaldo respondeu que seria no domingo seguinte, 27 de setembro. Então, o jeito foi conferir o jornal desta última data.

O resultado final me surpreendeu. Nunca imaginei que seria desta forma. Assim, a página da reportagem na qual participei ficou desta maneira:


Quando vi a página da forma que foi publicada, a alegria foi muito maior do imaginado. O motivo é um só. Nela, estou no meio de jornalistas importantes e que se destacam dentro da grande imprensa. Sem falsa modéstia, ainda não sei se estou à altura dos demais citados na mesma reportagem. É muita responsabilidade estar num grupo tão seleto como esse.
Minha conclusão é que passei no vestibular para ingressar nessa profissão, conhecido como Diário de Mogi. Esse jornal me ensinou preceitos básicos da profissão quando eu iniciei no ramo. Foi essencial para me sustentar onde estou hoje. Para mim, trata-se de um grande reconhecimento. Interpreto essa situação como um recado de que continuo no caminho certo.
Por isso, me orgulho de ter subido cada degrau dessa escada chamada jornalismo. Uma hora, a gente desce um deles, mas logo subimos duas passadas para progredir. Fiquei muito feliz porque interpreto isso como se fosse uma grande homenagem. Só tenho a agradecer pela lembrança e paciência de ter me ensinado a escrever.
Nesta relação, destacam-se Darwin Valente, Célia Sato e Edson Martins, entre outros profissionais dessa minha passagem, entre 1997 e 2000. Apesar de rígidos no início, consegui ter a percepção de que eles prezavam pela qualidade e se preocupavam em ensinar, de maneira informal e ao pé do ouvido.
Talvez, essa seja a fórmula mais eficaz para se montar uma verdadeira escola de jornalismo. Ainda bem que fui considerado um dos alunos bem sucedidos desta pequena, mas eficiente academia. E agradeço ao Evaldo pela oportunidade. Continue nesse mesmo caminho.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A sinceridade de uma xerife

Em meio ao trabalho na redação, abri o meu e-mail pessoal. Quando o acessei, tive uma grata e surpreendente surpresa. Havia uma mensagem de uma pessoa com um nome que não era estranho. Ao abri-lo, era um recado da diretora da Vigilância Sanitária na região do Alto Tietê, Lana Cristina Spaolonzi Daibs.

Para quem não se lembra, ela foi personagem de uma postagem contada aqui mesmo. Antes de virar a xerife da Lei Antifumo aqui nessa região, Lana foi professora de História do Brasil nos meus tempos de escola. A recordação veio depois da entrevista dela publicada num domingo (20-09), no jornal Mogi News.

Interessado no conteúdo, resolvi ler. Inevitavelmente, vieram as lembranças de quando ela lecionou na minha sala. Imediatamente, encaminhei um e-mail para elogiar a reportagem feita pela repórter Jamile Santana. E o assunto todo não parou por aí. Sensibilizado com o conteúdo, o editor-chefe Márcio Siqueira o publicou no matutino.

Assim, a xerife da Lei Antifumo decidiu elogiar o que havia contado. E, ao mesmo tempo, se divertiu com o assunto. É só conferir o e-mail enviado diretamente à minha caixa pessoal:

"Olá Eric, tudo bem?

Morri de rir com os seus comentários de minha entrevista no MN, sua memória é ótima!

Muito obrigado pelos elogios. É bom saber que eu contribui para sua formação, e acho muito legal você estar no jornal que está.

Parabéns e muito sucesso.

Abraços

Lana Daibs"

Na verdade, a sinceridade da xerife foi gerada graças a um comentário feito numa boa entrevista feita pela repórter. Então, passo os méritos para a autora porque a alegria da personagem só aconteceu porque o texto me levou de volta aos tempos de escola. E esse é o objetivo de quem escreve no jornal.

De fato, a professora Lana contribuiu para minha formação. Mas os elogios devem ficar para quem escreveu a entrevista porque foi o início de tudo, chamada Jamile Santana. Parabéns. E quem quiser ver a minha viagem aos tempos da escola, pode conferir o http://eric-fujita.blogspot.com/2009/09/de-professora-xerife-da-vigilancia.html.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Na Capital do Poder - Parte 5

Descontração e solidariedade

A ideia inicial era escrever seis partes dessa minha saga na Capital do Poder. No entanto, decidi aumentar mais um capítulo dessa história toda em Brasília, após ter recebido novas fotos da assessoria de imprensa da Fenabrave, a federação nacional das concessionárias de veículos. As imagens mostravam o grupo de jornalistas que participaram do congresso sobre as revendedoras a convite da entidade, a da organizadora do evento. O registro apenas ratifica o resumo de tudo, a verdadeira combinação de trabalho, lazer e, sobretudo novas amizades na profissão.

Isso mesmo. Participar de um congresso igual a esse pode até não render pautas usadas no nosso dia-a-dia. Mas os conhecimentos adquiridos num grande encontro desta natureza servem para dar novos conhecimentos para futuras reportagens. As informações das palestras conseguem o objetivo de abrir nossa mente. Além de tudo, é uma maneira de evoluir, dentro da nossa base de dados chamada memória.

Fora os dados, o congresso tem outros bastidores dentro do jornalismo. O convívio de profissionais do meio no mesmo grupo num grande encontro desta magnitude também traz um lado mais intimista. Forma-se um simples mas poderoso canal de relacionamento entre pessoas da profissão.

Quem acha que isso é uma forma de fazer média entre os colegas do ramo, está completamente enganado. Afinal, ter esse tipo de acesso só traz credibilidade e seriedade junto aos demais. Basta só agir com bom senso e isenção. Nesse caso, o jornalista só colherá bons frutos e, consequentemente, fez um bom marketing de si mesmo ao mostrar suas qualidades. Ou seja, ganha respeito.

Além disso, o estreitamento do relacionamento em meio a um congresso também traz verdadeiras trocas de experiências em meio às conversas. Um exemplo disso, foi a minha ajuda dada a uma repórter do jornal Estado de Minas. Ela não conseguia um especialista em matemática financeira para simular financiamentos de veículos. Assim, indiquei um professor dessa área que sempre costumo conversar em São Paulo, o Antônio Dutra de Oliveira Sobrinho.

A naturalidade de entrevistá-lo me fez reagir da mesma forma. "Liga para o Dutra", respondi para a jornalista quando me falou dos seus transtornos. Em seguida, percebi que conversava com uma profissional de outro estado. Aí, expliquei quem era o tal Dutra e a mesma se interessou imediatamente. Passei os contatos dele. Viu só como é importante estar nesses eventos?

Por outro lado, o permanente convívio durante o evento também aproxima a todos a ponto de ganharmos momentos de descontração. Afinal de contas, todos nós merecemos. Nessa primeira foto, os jornalistas se reuniram numa das mesas do jantar de lançamento do congresso. Era totalmente social:



No dia seguinte, os mesmos profissionais enfrentaram a maratona do primeiro dia de congresso, com várias palestras e tudo mais. No meu caso, fiz questão de assistir à palestra magna do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Nessa mesma abertura, rendeu uma reportagem para o dia, quando o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, fez um pedido público ao governo federal para prorrogar por mais três meses a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre o preço dos automóveis novos. O jeito foi mandar o texto para sair no dia seguinte. Ainda bem.

Depois do dia atribulado. Os jornalistas voltaram a se reunir em mais um momento descontração. Fomos jantar num bom restaurante na capital federal. Com isso, o fotógrafo da Fenabrave fez alguns flagrantes. Até conseguiu um comigo na ponta da mesa logo quando olhei para o lado. Não foi pose:




Mas os cliques não pararam por aí. Em seguida, o Marcão fez questão de registrar a mesa toda:



Ao final do jantar, todos se reuniram na piscina ao lado do restaurante, que ficava num importante e conhecido clube esportivo de Brasília:



Mas os jornalistas não se contentaram apenas com o jantar. Em seguida, fomos visitar alguns pontos turísticos em plena noite. A melhor foto noturna de todos foi essa feita na Catedral Metropolitana:



Com o turismo noturno, o grupo todo decidiu voltar para o hotel e descansar para o último dia de congresso. Eu ainda dei uma esticada numa balada que não havia ido. Valeu a pena só para conhecer. Porém, só quis mostrar que essa proximidade também faz parte para ser bem sucedido na profissão.

Ao ter esse bom trânsito, a experiência acumula vivências dos demais. Viu só como não é apenas diversão? Conclusão: consegui mais contatos e fontes para novas entrevistas. Por esse motivo, sempre saio da toca chamada redação quando consigo. Pelo menos, as pessoas sabem que eu realmente existo. E aguardem que ainda temos outras duas partes.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O antes e depois

Quando parei para avaliar, percebi apenas uma coisa. Num álbum de músicas, havia duas canções que relatavam com exatidão dois períodos de minha vida. Como uma cantora conseguiu isso num único trabalho?

Pois bem, a cantora Marisa Monte alcançou esse feito. No seu "Memórias, Crônicas e Declarações de Amor" (2000), a intérprete fez, em músicas distintas, a separação da minha realidade anterior em duas etapas.

Na primeira delas, antes do acidente, eu pensava exatamente em relação ao conteúdo a seguir. Era uma vivacidade. Apostava muito na possibilidade disso durar por muito tempo. É só conferir abaixo como me sentia anteriormente.

Veio o acidente. Minha vida deu uma virada total. Aconteceram coisas inimagináveis. Jamais esperava tantas alterações, mas elas chegaram inevitavelmente. Uma dessas situações mexeu muito comigo, pois esperava um apoio maior de um certo alguém.. Infelizmente não veio.

Não tenho vergonha de admitir, realmente não é fácil superar uma perda, principalmente por eu ter investido e entregado todo o meu ser em favor de uma mulher. Porém, a vida é assim mesmo. Por mais que eu tento, infelizmente ainda estou nessa situação conforme relata essa outra música da mesma Marisa Monte:

Como aprendi olhar para frente, só coloquei um objetivo na minha cabeça. Superarei isso, por mais doloroso que seja para mim. Conseguirei essa meta por todos aqueles e aquelas que gostam e torcem por mim. Essas pessoas merecem presenciar a minha volta por cima.

Pode até demorar, mas a paciência já se tornou minha grande aliada em todas as oportunidades. Então, um dia todos esses questionamentos serão mera lembrança num futuro.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Os comentários pelo Twitter

Ao abrir a minha página no Twitter logo após voltar do trabalho, havia um recado para mim. Uma seguidora havia comentado sobre um conselho publicado por mim nesse próprio blog, naquele espaço "nunca se esqueça". Com base nessa declaração, veio uma óbvia, mas feliz e simpática ideia. A partir de agora, aproveito para valorizar aqueles que me querem bem.

Como ponto de partida, utilizarei justamente os comentários deixados pelos amigos no Twitter sobre esse espaço, criado carinhosamente para revelar um pouco da minha pessoa e os bastidores do meu dia-a-dia. Afinal, esses elementos sempre ficam escondidos atrás da correria em meio às sucessivas pautas.

Quem confere uma reportagem minha, dificilmente sabe como eu a consegui ou de que forma eu pelejei até obter o resultado esperado ou ainda os fatos inusitados ocorridos até chegar ao produto final. Se houve elogios, é resultado de ter feito algo com o coração e prazer. Esses ingredientes só trazem como consequência um serviço bem feito.

Os comentários a seguir foram feitos nessas conversas diárias pelo Twitter. A escolha por essa ferramenta ocorre porque são elogios não publicados nesse blog e, na minha opinião, valem ser divulgados.

Um deles, por exemplo, é a repórter do Mogi News Jamile Santana. Iniciante nessa caminhada chamada jornalismo, ela postou, ao ler algumas histórias referentes à minha passagem nesse matutino como editor: "Nossa! muito legal seu blog. Uma aula de jornalismo e história sobre o Mogi News".

Dias mais tarde, ela comentou pelo Twitter a primeira das minhas histórias publicadas aqui sobre minha viagem a Brasília: "Gostei do texto. Aconteceu isso uma vez comigo. Eu não aguento ver alguem chorando. Me seguro ate quando dá, e depois pergunto". Quem não leu e estiver curioso de saber do que se trata, basta ver http://eric-fujita.blogspot.com/2009/09/na-capital-do-poder.html.

E, por conta do que costumo colocar por aqui, a Jamile ainda foi enfática: "Muito bom. Eu sempre dou uma espiada no blog. Deu até vontade de escrever". Fico contente por estimular as pessoas a isso.

Mas também comentaram pelo Twitter jornalistas bastante experientes, como Mel Tominaga. Com passagens no jornal e antiga rádio Diário de Mogi, como assessora de imprensa na Assembleia Legislativa e secretária de Comunicação Social da Prefeitura de Mogi das Cruzes, ela deixou na minha página: "Adorei o seu blog. A sensibilidade e leveza dos seus textos retratam, de verdade, a pessoa meiga que é. Beijos!" Confesso que fiquei bastante emocionado.

E os comentários vêm até do Palácio dos Bandeirantes. Assessora de imprensa do Governo do Estado, Carol Prado deixou esse recado no Twitter: "Peguei do seu blog, sou sua leitora! 'Nunca se esqueça: de agradecer quem te ajuda; de valorizar aqueles que te querem bem'". Agora, todos sabem o que me motivou a publicar esses elogios.

Não tinha como deixar isso em branco, afinal tudo originou de um conselho dado aqui mesmo. Por esse motivo, quero agradecer de coração essas observações deixadas sobre o blog. E aproveito também para deixar o meu muito obrigado junto àqueles que comentaram os textos nesse próprio espaço, criado com tanto carinho para revelar minhas expressões. Alguns disseram que isso é uma forma de me expor demais. Para mim, trata-se de uma maneira de mostrar sinceridade nas minhas ações e condutas. Assim, continuarei aqui por muito tempo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Na Capital do Poder - Parte 4

Como um simples turista

Já era o último dia de congresso na Capital do Poder. Apesar de ter dormido pouco por ter me perdido em mais uma noite na balada, acordei cedo na segunda-feira como forma de me preparar para as últimas palestras. Afinal, também precisava aprontar as malas e voltar a São Paulo após o término do evento, que me trouxe mais conhecimentos tanto econômicos quanto na área de venda de veículos. Mesmo com a agenda apertada, as primeiras horas do dia me renderam mais tempo para aproveitar um pouco a cidade. O jeito foi dar aquela escapada e me transformar por um breve período num turista de Brasília.

De posse com a recém adquirida máquina digital, fui conferir alguns pontos turísticos da capital federal. Como disse antes, os locais são distantes dos outros. Dá a verdadeira impressão de que o trajeto é muito longo. Também virou mais uma tentativa de entender a divisão dos endereços do local. A oportunidade foi em vão porque ainda me sentia confuso. Tudo bem, nesse caso o motorista da van nos levou aos locais mais visitados do município.


O primeiro local visitado foi o Memorial JK. Construído no ponto mais alto de Brasília, o prédio chama a atenção por sua imponência e, principalmente, pelo monumento com a estátua do presidente responsável pela construção da nossa capital federal. Dá a impressão de que ele abençoa toda a cidade. É impressionante. Pena encontrar o local fechado porque não fica aberto às segundas-feiras.

Além disso, há duas estátuas menores do casal Juscelino e Sarah Kubitschek. Então, o jeito foi posar para a primeira imagem. Em vez de sentado ao lado deles, preferi ser mais ousado e interromper o que parecia uma conversa íntima deles:




O segundo ponto que passei foi a Catedral Metropolitana de Brasília. Havia visitado na noite anterior, mas tinha a vontade de vê-la no dia. De fato, é uma igreja completamente diferente do que tinha visto na vida. Só lamentei o fato dela estar em reformas, então não pude fazer fotos tão legais. Mas consegui registrar os vitrais desse espaço:


Em seguida, continuei na via conhecida como Eixo Monumental. A grande avenida é responsável por dividir a cidade em duas regiões, a Asa Norte e Asa Sul. No caminho, vi a Esplanada dos Ministérios e cheguei ao prédio onde mais queria ver: o Congresso Nacional. A curiosidade era tanta porque sempre ouço sobre os fatos e as votações lá realizadas entre deputados e senadores.

Além disso, o grande prédio sempre se torna pano de fundo dos repórteres de TV. Não resisti e pedi para uma pessoa tirar uma fotografia minha lá na frente. Apareço distante, mas o importante mesmo é o grandioso prédio:



Depois, fui à Praça dos Três Poderes e no Palácio do Planalto, que também estava em reformas. Desta forma, pedi para o motorista da van seguir até a residência oficial do presidente Lula. Fiz minha última parada no Palácio da Alvorada. O imóvel é simplesmente lindo e tem um vasto gramado em frente dele. Não há grandes muros e fica muito fácil de vê-lo.
Por outro lado, a segurança do local é muito rígida. Se eu tentasse correr no jardim da casa, com certeza seria alvejado por um tiro primeiro para depois me perguntarem o motivo daquela ação. Com isso, resolvi pedir para alguém tirar a foto lá na frente:


Depois desse clique, percebi que o tempo havia passado muito rapidamente e precisava me dirigir ao congresso porque começariam as últimas palestras com autoridades importantes da economia. Solicitei para retornar ao local do evento. Foi sacrificante dormir pouco para acordar cedo. Pelo menos, tive algumas horas de turista normal. Afinal, a rotina de um jornalista nunca é convencional.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

De professora a xerife da Vigilância

Por influência da repórter do Mogi News, Jamile Santana, com quem costumo conversar via Twitter, fui conferir a entrevista de domingo feita por ela para a edição do último fim de semana. Ao ler o texto, a personagem chamou bastante a minha atenção não apenas pela auteridade e boa reputação na hora de comandar a Vigilância Sanitária estadual no Alto Tietê. Na verdade, o rigor da xerife da Lei Antifumo nessa região, Lana Cristina Spaolonzi Daibs, vem de muito antes dela ter assumido a direção do órgão, há mais de treze anos. Farei uma confissão. Conheci essa autoridade toda nos tempos em que ela era professora de História.

Isso mesmo, pode acreditar. Eu fui aluno da então professora Lana na quinta e na sexta série do antigo primeiro grau (atual ensino fundamental) na escola Justiniano, em Suzano. Os anos eram, respectivamente, 1987 e 1988. Daqueles tempos, me recordo da postura muito séria e rígida para manter os alunos comportados. Era uma das únicas docentes que conseguia isso em meio a uma sala de aula da rede estadual de ensino com mais de 40 alunos.

A tamanha seriedade deixava os estudantes com bastante medo. Muitos sequer jamais arriscavam a desviar a atenção. Porém, a então professora Lana não era tão inacessível como parecia. Ao passar essa postura séria, os alunos pensavam "nossa, ela não é de brincadeira". Por outro lado, conversava com os alunos mais audaciosos quando o assunto era, logicamente, a História do Brasil.

Já na sexta série, estabeleci um contato maior com a docente. Em uma dessas passagens, eu disse que havia esquecido os livros da aula, então me retiraria da classe. O motivo dessa conduta foi o fato dela ter alertado que o estudante não acompanharia a aula se deixasse os livros em casa. A reação dela foi de surpresa e, desta forma, respondeu: "você é um cara de pau mesmo, hein Eric. Tudo bem, pode ficar". Talvez, a professora tenha se rendido à mesma sinceridade inserida na sua personalidade, estampada por mim durante a aula.

O tempo passou e dez anos mais tarde eu encontrei novamente a ex-professora já no cargo de diretora da Vigilância Sanitária. Nesse período, já dava os primeiros passos no jornalismo da região, sempre conciliados com a faculdade. Ao final de uma entrevista, revelei à autoridade que havia sido seu aluno na escola. O espanto tomou conta dela. Essa ação teve o objetivo de quebrar um pouco o gelo, pois ela estava muito desconfiada com o conteúdo que sairia no dia seguinte. Pois bem, a minha meta foi alcançada já que ficou mais descontraída.

Em outras entrevistas, Lana sempre perguntava o que iria publicar e pedia sempre para tomar cuidado. Imediatamente, rebatia: "se a senhora reclamar de mim aos meus chefes, vou contar para todos que a senhora foi minha professora". Assim, os risos eram inevitáveis.

Desta forma, contei essa história apenas para mostrar como a autora da entrevista conseguiu refletir com exatidão a personalidade dessa diretora que sempre se destacou pela seriedade e austeridade na conduta dela à frente da Vigilância Sanitária. Parabéns pela reportagem. Além de falar de um assunto tão atual, como a Lei Antifumo, me fez retornar um pouco aos meus tempos de escola.

Vale a pena conferir. Quem quiser ler a entrevista, é só acessar http://www.moginews.com.br/materia.aspx?id=42943.

domingo, 20 de setembro de 2009

Na Capital do Poder - Parte 3

Uma badalada noite

Se eu já me sentia completamente perdido na Capital do Poder devido à forma diferente de dividir os imóveis em endereços, o jeito então foi utilizar essa sensação em meu favor. Na verdade, serviu para incentivar ainda mais a minha vontade de conhecer um pouco da noite de Brasília. Afinal, era a minha primeira visita a essa cidade e não poderia deixar passar essa oportunidade em branco.

Por esse motivo, resolvi me perder de vez na balada brasiliense. Após os compromissos e eventos da programação do congresso na qual participei, vinha aquele dilema. Eu saio ou fico no hotel? Mas a vontade de conhecer a badalação da capital federal falou mais alto. Eu até perguntei se alguns colegas do grupo queriam ir junto. Como todos responderam de forma negativa, o jeito foi me aventurar sozinho.

Assim, conversei com alguns funcionários do hotel para buscar algumas dicas de algum lugar legal para ir. Eles me apontaram um local chamado Bocanegra, um bar e danceteria situado na Asa Sul de Brasília (será que aprendi?). Para me deslocar até o lugar escolhido, nada como acionar um táxi. Ainda vestido de terno e gravata por causa da programação social do evento, levei dez minutos para chegar ao destino e me perder de vez na noite.

Ao parar na frente, percebi que a escolha foi certeira. A danceteria estava com muita gente. Ou seja, estava muito propício para entrar e curtir o local. Não demorei muito e fiz isso imediatamente. A pista estava lotada e bem do jeito que os baladeiros gostam. Desta forma, dei uma rápida volta nesse ambiente agitado.

Uma coisa me chamou a atenção ao fazer essa observação no Bocanegra. Havia uma mesa com muitas mulheres juntas. Fiquei surpreso, pois eram pelo menos dez delas ao redor das cadeiras e poltronas. Como estava absolutamente sozinho, decidi perguntar a um dos garçons o que acontecia nesse espaço. A resposta me deixou ainda mais animado.

Com as informações necessárias, cheguei mais perto daquela roda de mulheres. Continuei a observá-las. Em meio a essa situação, tirei uma conclusão bastante importante. Como estabelecer um contato com aquele interessante grupo? Queria fazer novas amizades na Capital do Poder como forma de dizer que conheci pessoas de Brasília, depois de voltar a São Paulo.

Se eu falasse "oi, tudo bem, como vocês estão?", todas elas me achariam um idiota , ou se dissesse "vêm sempre aqui?", pensariam que sou um homem sem criatividade. Minhas opções começaram a ficar cada vez mais escassas. Então, veio a feliz ideia em minha mente. Usarei a minha recém-adquirida máquina fotográfica digital guardada dentro do meu bolso para alcançar o meu objetivo.

Com o equipamento na mão, eu me aproximei sem perguntar e comecei a tirar as primeiras fotos daquelas vistosas mulheres. Uma delas ficou muito surpresa e até comentou com a amiga que eu fazia as imagens. Logo depois, percebi que as fotografias ficaram muito ruins porque não acertava foco, nem nada. Por outro lado, consegui a minha meta inicial. Uma das componentes daquele grupo veio me perguntar porque havia feito aquilo.

Respondi que cometi aquela iniciativa para registrar os meus melhores momentos em Brasília. Com essa frase, iniciei os meus primeiros contatos com aquela roda de mulheres. Conversei com uma delas por algum tempo e ela me perguntou de onde era e o que fazia na capital federal. Contei a verdade, somente os fatos verídicos. Como não sei mentir, justifiquei a minha visita e também porque queria conhecer os pontos badalados da cidade. Além de bonita, a loira com quem tive o diálogo também tinha um papo bastante agradável.

Por outro lado, essa mesma moça me apresentou uma das amigas do grupo. Uma morena bem bonita e receptiva. A mesma se incorporou à nossa conversa. Porém, ambas fizeram um pedido especial: não divulgar ou mostrar as fotos que fiz para outras pessoas. O motivo era puro e simples. Aquela reunião de tantas mulheres tratava-se de uma despedida de solteira de uma delas. Bom, como prometi preservar a noiva, apaguei mais tarde as imagens da máquina.

Em seguida, uma outra componente da roda passou a puxar conversa comigo. Essa mulher era um pouco mais velha das demais. O papo também foi interessante. Revelou ser visitante de Brasília e que tinha viajado do Rio de Janeiro para participar deste encontro de despedida.

Em meio à troca de palavras, essa moça fez uma importante revelação: ela era mãe da loira responsável por fazer o primeiro contato do grupo comigo. Fiquei pasmo, mas mantive a descrição. Aí, não tive como escapar daqueles tradionais clichês para contornar aquele fato inusitado: "nossa, você está muito bem para quem tem uma filha adulta". Talvez, era o que ela queria ouvir mesmo.

Ao final, aquele estonteante grupo de mulheres foi embora. Já passava das 4h30 de domingo. Me despedi de quase todas as componentes e fiquei por mais um tempo no Bocanegra. Deu tempo até de presenciar um rapaz bêbado que decidiu urinar dentro de um copo em plena pista de dança. Coisa deprimente e ainda bem que os seguranças viram e o expulsaram do estabelecimento.

Além disso, ainda conheci um outro grupo de amigos e amigas no local. Uma delas era uma bonita e morena estudante de Direito da UnB de 19 anos. Bem que ela poderia me dar uma chance de fazê-la feliz por uma noite, mas infelizmente não foi possível devido ao horário e a minha necessidade de ir embora.

Com a finalidade alcançada, o jeito foi utilizar um outro táxi e retornar para o hotel. Precisava dormir um pouco para descansar e me preparar para a programação do congresso prevista para o domingo. Era nesta data que ocorreria a palestra com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Sempre é bom acompanhar o que ele fala, principalmente por ser um repórter de economia. Voltei com o sorriso estampado no rosto porque a decisão de me perder na noite de Brasília foi acertada.

sábado, 19 de setembro de 2009

Conjugar o verbo

Diariamente, conjugamos os verbos quando falamos, escrevemos e pensamos. Viu só? Então, resolvi brincar com essa prática tão comum na nossa linguagem, afinal como ensinou a saudosa professora Kazuko, de português, trata-se da palavra que indica ser, estado e fenômenos naturais.

Viu só como eu me lembro desde essa aula há mais de 20 anos? Assim, contarei a minha breve história com os tempos verbais. Esse exercício que parece uma brincadeira um tanto boba se transformou numa poesia. Aceito elogios, críticas e comentários:

Conjugar o verbo

Antes, só amava a mim mesmo,
mas infelizmente amei alguém que não merecia.
Conheci o abandono enquanto eu a amara.
Mas aprendi e agora amo mais a minha vida.
E um dia amarei quem de fato me desejar.
Nunca imaginei que um dia amaria outra mulher.

Que eu ame alguém especial.
Se amasse quem me decepcionou,
nunca pensaria de novo quando eu amar.

Ame quem te valorize
Não ame a pessoa que te traz dor,
para amar novamente.

Se um dia eu estiver amando,
Com certeza me sentirei amado.