segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Em busca de me manter humano
Essa sensação me traz um pouco de desconforto. Afinal, são varias as vontades quando isso acontece, como ter alguém ao meu lado ou conversar com um grande amigo ou ainda a necessidade de tomar um rumo certo na minha vida. Talvez seja estranho, pois parece coisa de adolescente para uma pessoa acima dos 30 anos. Tratam-se de conflitos internos. Pelo menos ainda tenho coração.
Então, o jeito é percorrer as ruas. Nada como uma volta de automóvel para espairecer a cabeça e atenuar um pouco esse pensamento de estar sempre sozinho. Observo as pessoas nas calçadas, presto atenção nos carros em minha volta, também aproveito para apreciar as mulheres bonitas, claro, e vejo o movimento nos bares que funcionam nos finais de semana.
Inconscientemente, pode ser uma forma de buscar um sentido para a vida ou uma mulher ideal para mim. Até me interessei em conhecer melhor uma pessoa que me chamou a atenção devido a uma conversa inteligente e com conteúdo. Porém, infelizmente eu não cruzei com ela.
Veículo estacionado. O jeito agora é dar uma caminhada nesses pontos movimentados. Nesses momentos, encontro sempre um colega e outro na diversão. Paro para conversar. Jogar papo fora é muito gostoso, pois faz me esquecer um pouco desse conflito.
Aproveito para falar de tudo um pouco. Também conto sobre meu acidente, pois até hoje ainda é o fato mais marcante ainda na minha mente. Muito bom fazer isso, mas logo chega a hora de ir embora.
Ainda dou os meus passos em direção ao carro. Aí eu vejo uma cafeteria. Por que não fazer uma pausa para um café? Aproveito para ver o fluxo de pessoas. Vejo casais que transbordam aquele sentimento de paixão mútua, famílias inteiras felizes e grupos de amigos aos risos devido ao clima descontraído. Não se trata de inveja, mas gostaria de estar pelo menos numa dessas situações. Saboreio a bebida, pago a conta e volto para minha caminhada.
Novamente de carro, faço o caminho de volta para casa. O aperto no coração fica ainda maior porque aquele sentimento de solidão retorna com tudo em meu peito. Apesar disso, era a hora de estar novamente em casa para o dia seguinte de batente. Como em todas as outras oportunidades, o passeio foi proveitoso por um simples motivo.
Apesar de parecer tudo perdido, ainda busco as coisas simples da vida, como o amor, a amizade e uma forma de viver dignamente e intensamente. Sem isso, como poderei ser humano? Algumas decepções, mágoas e tristezas já tentaram tirar essa dádiva da minha pessoa. O sofrimento é certo, pois tenho a impressão de que nado contra a maré.
Por isso, eu me isolo para meu interior como forma de ninguém roubar isso de mim. Pelo menos acho que eu ainda tenho um pouco de humanidade. Jamais quero perder isso.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
As coisas simples na internet
Pode parecer repetitivo, mas vale a pena sempre reafirmar para todos essas palavras. Afinal de contas, nós precisamos nos levantar dos tombos tomados pelas barreiras sempre colocadas no caminho. Quando conseguimos isso, de fato nos descobrimos mais fortes e seguros para retomar os passos no meio dessa trilha. Realmente, as quedas nos deixam mais atentos aos percalços. Em alguns casos, a ponto de muita desconfiança.
Mesmo com as pancadas tomadas no nosso cotidiano, nunca devemos perder a nossa essência. É esse fator que torna uma pessoa única no meio da multidão. Se começamos a esquecer isso em razão das decepções e desilusões pregadas como provação, perdemos algo importante chamada identidade.
Com ela, conquistamos e mantemos por perto os verdadeiros amigos. Mesmo distantes, eles aparecem quando mais precisamos. Por isso, necessitamos ter caráter e dignidade para essas preciosas pessoas se identificarem com a nossa maneira de ser. Quem se aproxima por interesse ou oportunismo, como acontece em muitos casos, um dia desaparece no momento em que as dificuldades surgem. Tenha certeza disso.
As declarações só reforçam como devo de fato olhar para frente. Felizmente, a internet nos ensina seja da maneira mais criteriosa ou da forma bem inusitada, como ocorreu nesta ocasião. Assim, resolvi compartilhar com quem passa por aqui através de uma nova edição desse recado.
Se apenas reproduzisse, seria apenas uma mera cópia. Desta forma, resolvi reescrever sem mexer na essência do conteúdo da autora porque leva à reflexão. Mais um item anotado na minha caderneta. Para quem criou isso, o meu obrigado por aprender com outra dica. Isso só reiteira que precisamos viajar sempre pela internet, não importa a hora e o dia.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Falta apenas um mês
Evidente que, sem ela entender, essa chegada foi essencial para trazer mais amor a uma pessoa até então muito arrebentada, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Foram muitas perdas, dores e sacrifício. No entanto, essa sobrinha querida encheu o coração de felicidade desde o seu nascimento até agora. Isso foi suficiente para curar algumas feridas da fase pós acidente e atenuar outras ainda existentes. Ou seja, me incentivou ao caminho da superação.
A Rafaela veio como quem não queria nada e se tornou uma verdadeira terapia. Afinal, ela cresceu junto com a minha evolução durante a fase de recuperação. Se hoje estou quase inteiro, agradeço alguém lá de cima duas vezes. Uma porque Ele deve ir muito com a minha cara por ter me salvado de um desastre. Outra porque enviou alguém do céu para trazer algo de mais sagrado ao ser humano: uma combinação de amor e sinceridade. Só encontramos isso numa criança. Mais uma vez, obrigado multiplicado por dois.
Por essas e outras que faço questão de comemorar a cada mês de aniversário dela nessa fase de bebê. É muita bajulação de um tio coruja? A resposta, claro, é sim. Mas a sobrinha merece por conseguir tudo isso já relacionado acima. E estou mais feliz ainda porque estou junto dela nesse dia em que a pequena completa 11 meses. Escrevo sobre ela pela primeira vez na presença dela. Neste momento, a bebê está bem no meu colo. Fica mais difícil digitar? Sim. Porém, quem se importa com isso? É muito mais importante com ela aqui.
Além disso, aproveitei para renovar as fotos. Fiz todas elas há alguns minutos, apenas. Nessa daqui, ela olha para o tio coruja:
Agora, ela faz questão de mostrar seus primeiros dentes:
Mesmo pequena, a Rafaela aprendeu a fazer charme na frente das lentes:
A felicidade é tanta que a bebê faz o tio de gato e sapato. Será que aprendeu com o instinto feminino?
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Olhar para frente
Para ver adiante, os habitantes e os frequentadores mais assíduos daquele município utilizaram o que há de melhor naquele simpático povoado. Se apegaram à alegria e a musicalidade, ao fazer uma roda de viola em frente a um restaurante do centro histórico, também atingido pela inundação. Nem mesmo o cenário de destruição foi suficiente para deixar a tristeza pairar.
Ou seja, mais uma vez o povo de São Luís do Paraitinga surpreendeu a todos com seu carisma, simplicidade e o que há de mais importante: identidade com suas raízes culturais. Ao ler o texto do amigo Leandro em seu blog, isso me encheu os olhos, ainda mais porque já fui várias vezes àquela mágica cidade. É inexplicável, mas como ela encanta. Só de lembrar, eu me emociono muito e não tenho medo de admitir isso.
Por isso, indico e peço para que todos passem pelo blog "Samba de Primeira" escrito pelo amigo Leandro Calixto e confiram o texto sobre essa roda de viola. É de uma sensibilidade ímpar do autor. Enquanto isso, minha torcida é para São Luís do Paraitinga se recuperar logo e sediar novamente o Carnaval de marchinhas, a Festa do Divino e os eventos folclóricos desse encantador povoado.
A seguir, o caminho para esse maravilhoso texto. Confiram porque é algo escrito com o coração: http://blogs.estadao.com.br/samba-de-primeira/2010/01/11/sao-luis-ja-olha-para-frente/
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Lembranças das cidades devastadas
Só para refrescar a memória e o lado jornalístico, o primeiro município foi invadido pelas águas do Rio Paraitinga por conta das chuvas torrenciais a ponto de alagar toda área central. Nos outros dois, houve deslizamentos. Em Angra, várias pessoas ficaram soterradas, a ponto de muitos morrerem. Só não colocarei números porque esse texto pode ficar defasado logo com a agilidade da internet.
Então, o jeito é contar histórias, as boas claro para justificar a minha tamanha tristeza. Afinal, a bucólica São Luís do Paraitinga sempre me traz ótimas lembranças. Ao visitar o centro histórico pela primeira vez, no verão de 2001, fiquei encantado com as conservadas casas do século 19. Foi uma passagem com o grande amigo Aurélio Moreira quando íamos a Ubatuba. Para não passar em branco, ainda comprei a conhecida cachaça da cidade, a Luizense, por tamanha curiosidade. Bons tempos da minha passagem pelo Vale do Paraíba.
Mas não foi somente essa oportunidade. Ainda tive várias passagens por essa cidade. Na verdade, foram três vezes todas elas para curtir aquele maravilhoso Carnaval de marchinhas. O único tipo que realmente gosto. As composições são feitas por grupos do próprio município. Quem nunca ouviu falar do bloco Juca Teles? A manifestação popular é algo apaixonante. Presenciei essa festa nos anos de 2002, 2005 e 2007.
Confesso, cada ano com diferentes namoradas (hahahaha). Mas isso não vem ao caso e vamos voltar à parte interessante. Em todas essas ocasiões, sempre passeava pelas ruas do centro para admirar as antigas casas e a igreja matriz. Afinal, foi nessa linda capela que fui agradecer o então conquistado emprego de assessor de imprensa na Assembleia Legislativa, em pleno Carnaval de 2005. É esse mesmo local devastado pelas águas.
Nesse mesmo ano, também tive a agradável companhia da amiga Eliane Mendonça e da sobrinha dela, a Natália, durante todo o dia. A criança brincava com desenvoltura nas ruas a ponto de jogar água nos demais. Dava gosto de ver como um Carnaval à moda antiga podia encantar os mais novos. Fora outros amigos que encontrei, como Leandro Calixto. Ele estava tão animado que mal parava para me cumprimentar. Algo compreensível, pois não tinha como perder um só segundo dessa comemoração.
Ainda voltei pela última vez em 2007. Enfrentei três horas no volante ainda quando morava no ABC paulista. A disposição e a vontade eram muito maiores que o cansaço. Além disso, encontrei por acaso a então editora de economia do Diário de São Paulo, Vanessa Pessoa, e o marido dela, o César. Fora isso, achei antigos colegas de trabalho dos tempos do jornal ValeParaibano em serviço. O centro estava lotado até demais. Foi a última visita minha. Só de comparar as minhas lembranças com as fotos dos últimos dias, dá um aperto no coração.
Já Cunha tem um típico clima de interior. Passei três vezes por essa cidade, sempre para me refugiar. Uma delas foi no Carnaval de 2003. A vontade era fugir da correria habitual. Foi muito bom porque aproveitei para visitar algumas cachoeiras e curtir a tranquilidade. Até os bares eram muito aconchegantes.
Nesse mesmo ano, mais precisamente em junho, voltei para uma festa junina da cidade, conhecida como Arraiá de Itacuruçá. O evento era realizado em pleno ar livre no meio de baixas temperaturas do inverno no pé de serra. Era um frio, mas foi divertido. Fui por recomendação de uma ex-namorada. Como companheiro de empreitada, novamente o grande amigo Aurélio. Chegamos a levar gente bêbada para a enfermaria. Damos muita risada.
E a última visita em Cunha aconteceu em outubro de 2005. Queria descansar um feriado prolongado após trabalhar numa campanha a prefeito de Mogi das Cruzes. Como também havia ficado solteiro, minha vontade era o isolamento para colocar a cabeça no lugar. E funcionou muito bem. Além do sossego, alguns pontos têm vistas muito lindas. Ainda voltarei lá.
Por último, passei duas vezes por Angra dos Reis. Na última, em 2004, levei o meu irmão, o Jonathan. A gente se divertiu tanto nas praias. Só ficamos porque havia um colega que mora na cidade. Ficamos numa região mais popular do município, sem aquela ostentação vendida por revistas e a imprensa das celebridades. Mas a gente nem se importou, pois faltou pouco para entrarmos num baile funk. No final, desistimos. No entanto, foi muito engraçado.
Por esse motivo, as tragédias nessas cidades trouxeram uma mistura de ótimas recordações com um clima de tristeza. Afinal, é muito doloroso ver imagens da devastação nos locais conhecidos pessoalmente. Desta forma, o jeito é torcer e tentar ver alguma forma de poder contribuir para levantar essas regiões que me trouxe tantas alegrias e fatos que jamais me esquecerei.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Mais um Natal na redação
Alguns jornalistas agora se sacrificam desta forma para garantir a notícia aos espectadores, seja na TV, na internet, no rádio e no tradicional matutino. Esse foi o meu caso no dia em que se comemora o nascimento de Jesus. Afinal de contas nessa época do ano, apenas metade das equipes trabalha nesse feriado.
Nas ruas, acontece algo bem antagônico em relação à véspera da data. Uma tranquilidade só. Vias vazias e sem congestionamento. Calçadas sossegadas para dar aquela caminhada. E lojas totalmente fechadas. Foi possível contar nos dedos as pessoas que se arriscaram a sair de casa.
Também vou mais além. Os meios de transporte público também não registram aquele grande volume de passageiros. Pude sair de Suzano em direção à capital sem a menor agitação. Consegui viajar sentado o percurso inteiro no trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e no metrô. Algo raro de acontecer em dias normais. Presenciei todo esse cenário no caminho para o plantão.
No entanto, a vontade de estar com a família ou junto com os grandes e leais amigos aumenta a cada passo rumo ao trabalho. Mas infelizmente precisei abrir mão de tudo isso para cumprir o dever da minha profissão. Pelo menos, consegui festejar a ceia com os parentes e, pela primeira vez, com a Rafaela, a minha linda sobrinha. Algo para ficar emocionado só de vê-la feliz com o monte de presentes que ela ganhou.
Agora, o jeito é guardar todas essas ótimas lembranças e enfrentar mais esse plantão de Natal nesse clima frio de redação. É uma forma de amenizar a minha ausência no tradicional almoço de Natal com a família. Aqui, há colegas de profissão muito legais para conversar e jogar bobagens aos sete ventos. No entanto, não é a mesma coisa se comparada à possibilidade de ficar com os parentes e os parceiros de longa data.
Sinto sim um enorme aperto no coração por trabalhar no Natal. Porém, foi a vida profissional que escolhi. Então, o jeito é dar continuidade a essa missão porque a minha grande recompensa será a folga no Ano Novo com a outra metade da equipe. Além disso, só torço para sobrar um pouquinho desse dia para poder curtir após o serviço. Assim, Feliz Natal para todos e curtam por mim.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Dez meses em clima de Natal
E isso acontecerá bem no mês em que ela completa dez meses. Na verdade a pequena notável atingiu essa idade nesta data, a apenas nove dias do Natal. Então, o jeito é comemorar duas vezes. Agora por ela ter chegado a esse patamar e depois para o feriado com a família. Haverá presentes, mas passei a dar mais importância em ficar com todos aqueles que me deram apoio nos tempos do acidente.
E agora contaremos com esse belo reforço. Afinal, já disse várias vezes que a Rafaela chegou num momento difícil. Apesar de tão pequena, se tornou um verdadeiro anjo da guarda por ter trazido mais alegria, candura e amor ao meu coração, apenas por dar atenção a tudo que faço. Afinal, criança não mente e percebemos de fato quando a mesma gosta ou não gosta de alguém ou de algo.
Pois bem, dez meses se foram e a Rafaela cresce aos poucos. Na mesma proporção, também aumenta a alegria de todos que estão em volta dela. Pelo menos me sinto desta forma, a ponto de amigas dizerem uma certa mudança radical na minha fisionomia quando estou na presença da amada sobrinha. Também, não tem como não aparentar mais felicidade estampada no rosto.
É o mínimo que ocorre porque a Rafaela enche nosso peito de alegria. Até os mais sérios da família se rendem aos encantos dela. Um exemplo mesmo é o meu pai. De comportamento fechado e mais observador, ele também muda quando a neta está por perto. É só ver essa imagem dos dois juntos:
Para mostrar que o tio coruja aqui também sempre está por perto, essa aqui a Rafaela me acompanha no computador. Só não pode virar jornalista, viu:
E as brincadeiras não param por aí. A menina se esbalda no colchão de ar que comprei especialmente para acomodá-la quando ela está em casa:
domingo, 6 de dezembro de 2009
Na Capital da Alegria - parte 4
Depois de uma tarde na piscina do resort Stella Maris e na praia com o mesmo nome do hotel, o jeito foi preparar as malas com objetivo de partir para mais perto do centro de Salvador. Queria ficar numa região mais próxima dos pontos turísticos como forma de curtir o final de semana prolongado, após intenso trabalho para o jornal. Com todas as minhas tralhas, consegui transporte ao bairro da Barra, onde ficava o albergue escolhido para ficar o restante da minha viagem à Capital da Alegria.
Cheguei por volta das 18 horas de um sábado, 21 de novembro, ao Albergue do Porto. O local não poderia ser melhor localizado, pois ficava muito próximo à praia da Barra e ficava muito fácil embarcar nos ônibus ou num táxi em direção a algum local conhecido. Ao entrar no local, fiz o meu cadastro.
Afinal, havia escolhido esse tipo de hospedagem porque esses lugares costumam ter várias pessoas interessantes para conhecer. Além disso, facilita a formação de novas amizades. Eu estava sozinho nessa empreitada e queria ter novos contatos.
Mas algo me chamou muita atenção logo ao entrar no albergue. Quando ia guardar minhas bagagens, um grupo de mulheres hospedadas no mesmo local veio e perguntou se eu gostaria de participar de uma festa que ocorreria no albergue. E falou que custaria R$ 15 com direito a bebida e churrasco.
Imediatamente, aceitei o convite e , em seguida, me apresentei. Também disse da minha vontade de estar nesse grandioso evento. Melhor recepção melhor em meio à minha chegada, impossível.
Pois bem, fiquei tão animado a ponto de ir ao mercado próximo e reforçar o estoque de bebidas. Fiz desta forma e aguardei ansiosamente todos os preparativos. A festa começou por volta das 21 horas. A partir de então, foi possível conhecer o pessoal hospedado.
Lá, estavam pessoas de várias partes do país e até do exterior. Conheci uma turma de mulheres bastante animadas de São Paulo: a Vivian, a Thaís, a Michelle e a Pat, além de outras. Além disso, havia a Aline lá de Fortaleza (CE), o Leandro, de Margingá (PR), a Luciana e o Marcelo, ambos do Rio de Janeiro. Fora eles, estava a ala estrangeira, como os grupos de franceses e de inglesas. Também tinha o Fernando, um peruano muito engraçado. Verdadeira figura.
Assim, a festa começou em ritmo acelerado. Então, o jeito foi fazer o registro do pessoal que recepcionou para a ocasião:
O evento deixou todos nós bem a vontade. Conversa vai e outro papo vem, tudo regado a muita cerveja e vodca. Com certeza, esse fator acirrou mais os ânimos de todos nós nessa festa. Apenas algo para alegrar o início da curtição na Capital da Alegria. O único problema foi o cansaço acumulado por conta do trabalho nos dias anteriores, a ponto de tirar um cochilo no meio da muvuca.
Mas antes, consegui flagrar alguns detalhes com a minha máquina digital. Nessa imagem, as moças de Sampa:
Mais uma delas com o grupo mais completo:
Em seguida, a Thaís (de verde) faz pose com outra amiga, a Isis:
Essa é a ala estrangeira, que ficou bem animada com a festa:
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Numa fase inusitada de transição
Isso mesmo. Depois de acompanhar eleições presidenciais, casos policiais de repercussão, acidentes aéreos e entrevistas com personalidades, chegou a vez de testemunhar a troca do comando do Diário de São Paulo com a compra do jornal pelo Grupo Traffic junto à Infoglobo (braço das Organizações Globo em matutinos). Para mim, tudo isso é uma grande novidade, pois nunca havia presenciado algo assim.
A notícia sobre a compra veio como um verdadeiro tsunami entre os colegas de redação, pois a mesma proliferou antes por meio de uma nota divulgada na internet no horário do almoço daquele dia 15 de outubro de 2009. A confirmação oficial só ocorreu no final da tarde. Apesar de tudo isso, o clima de expectativa continuou por muito tempo nos corredores.
Outros colegas de profissão ficavam ansiosos para saber o que aconteceria a partir de então. Mas muitos permaneceram serenos com as alterações e continuaram a trabalhar da mesma forma, sem qualquer tipo de preocupação. Eu acho que me encaixo na segunda opção, porém com uma grande curiosidade de observar os passos dos novos controladores do jornal.
A transição passou a durar todo o mês de novembro. Os funcionários foram desligados da Infoglobo e recontratados pelo Grupo Traffic. No campo editorial, o conteúdo começou a ser analisado de forma mais criteriosa pela nova direção de redação. Como consequência imediata, a capa do matutino está mais bonita e com bons assuntos para chamar a atenção do leitor.
A empresa assumiu oficialmente a edição do jornal na última terça-feira, dia 01 de dezembro. Nessa data, o dono do grupo, o empresário e jornalista J. Hawilla, fez questão de ir à redação para cumprimentar a todos os profissionais. Conversou e falou da sua felicidade em adquirir o Diário de São Paulo. Com essa compra, o jornal passa a ser carro-chefe da Rede Bom Dia, que já atuava no interior do estado.
Apesar dos contratempos burocráticos, essa fase de transição trouxe bons ensinamentos para mim. Testou minha capacidade de me adaptar a alterações bruscas, conseguiu despertar a tranquilidade em mim nesse processo todo e será responsável por eu guardar mais uma história dentro da profissão. Sem querer ser bajulador, a torcida agora é para que tudo dê certo. Se isso acontecer, eu e os meus colegas de redação serão beneficiados de alguma forma.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Na Capital da Alegria - parte 3
Minha missão profissional havia sido cumprida na Bahia. Após enviar a reportagem para o Diário de São Paulo e até o jornal O Globo, só queria aproveitar minha estadia na Capital da Alegria. Ainda fiquei parte desse período no Resort Stella Maris. Mas queria de todas as formas aproveitar a primeira noite de tranquilidade depois da cansativa cobertura. Como não iria trabalhar na segunda-feira devido a uma folga que tinha direito, decidi estender minha permanência em Salvador.
O jeito foi sair com alguns colegas de profissão. Escolhemos como destino o bairro do Rio Vermelho, devidamente recomendado por outros companheiros jornalistas que vivem na cidade. O local é conhecido devido à grande concentração de bares. Melhor opção seria impossível, pois era uma forma de entrar no circuito de curtição local e, ao mesmo tempo, de desligar do trabalho.
Antes de sair, os demais jornalistas do grupo perguntaram se iria mesmo com sono. Afinal, eu demonstrava cansaço no retorno ao hotel com o término do evento organizado pela Ford. Respondi que iria mesmo assim, mesmo se precisasse dormir na mesa do bar durante a nossa incursão.
Desta forma, fomos ao destino escolhido. Ao chegarmos nesse local, notamos a presença de muitos jovens nas calçadas, nas mesas montadas pelos bares. O clima estava favorável, com uma temperatura agradável e uma noite bem estrelada. Iniciamos o nosso ritual de beber. Conversamos por bastante tempo.
No entanto, eu só não contava que cumpriria algo até então ignorado por todos. Durante nossa permanência, o sono começou a bater em mim. Com isso, eu dei uma cochilada na própria mesa do bar. Com certeza, alguns baianos nas mesas deviam achar que estava bêbado. O cansaço falou mais alto.
Por esse motivo, os demais colegas de profissão na mesa começaram atirar um barato. Participei da brincadeira e o povo se divertiu. Quando vimos que o horário era 4h30, resolvemos ir embora de táxi para o hotel. Chegamos, mas ainda não estava contente o suficiente para me recolher no quarto, apesar de ter dormido na mesa do bar.
Com isso, consegui presenciar o amanhecer do sol na praia Stella Maris. Olha só o espetáculo:
Depois desse flagrante, fui dormir porque queria aproveitar o dia seguinte em Salvador. Ainda consegui curtir o resort onde fiquei até a metade da tarde. Em seguida, peguei as malas e fui em busca de um lugar para ficar até o fim da folga em Salvador, pois o esquema da Ford terminaria naquele sábado.
Então, parti para um albergue da juventude, onde ficaria até o meu retorno. A partir daí, começaria uma nova etapa na Capital da Alegria, a de apenas curtir e conhecer Salvador.
