domingo, 31 de maio de 2009

Um conflito bem antigo

A semana passada foi turbulenta lá no outro lado do mundo, em razão da ameaça de conflito entre as duas Coreias. Com os testes nucleares feitos pela fechada e ainda comunista Coreia do Norte, o clima de tensão acirrou os ânimos no mundo inteiro. Isso aconteceu inclusive porque não existe um acordo de paz entre os dois países desde o final da guerra, em 1953.

Esse resquício de guerra fria na Ásia chamou a atenção de todos nos últimos dias. Até a Coreia do Sul aumentou o alerta em relação a esse fantasma do conflito aparecer novamente, com direito dos sempre intrometidos Estados Unidos exercerem sua influência em relação ao resto do planeta. O que parece algo muito recente, na verdade é uma situação que se perdura por muito tempo.

Descobri isso ao entrevistar um sul coreano que vive no Brasil há mais de 36 anos. A conversa era apenas para a minha coluna Meu Começo, no Diário de São Paulo. Mas o tom do bate-papo ficou muito mais interessante quando o empresário Jae Ho Lee contou que deixou seu país natal para fugir da possibilidade de conflito entre as duas Coreias. Ficou evidente que o clima de animosidade não é tão recente assim.

Nessa entrevista, Jae revelou que a ameaça de guerra da Coreia do Sul com a sua vizinha do Norte sempre foi iminente devido à falta de um acordo de paz após o conflito da década de 50. Por esse motivo, seus pais decidiram deixar o país natal junto com os três filhos do casal, em 1973. Segundo ele, houve uma debandada dos sul coreanos para outras regiões do mundo nesta época como forma de não enfrentar uma possível guerra.

Ainda nesta semana, eu divulgarei a coluna aqui nesse espaço. Até lá, o jeito é me recuperar da balada dos últimos três dias .

sábado, 30 de maio de 2009

A arte da chantagem

Aproveitei o dia de folga do jornal para fazer algumas coisas pessoais em Suzano. Além disso, onde passei? Não precisa responder, afinal todo mundo já deve saber. Também fui ver a Rafaela, a minha sobrinha para matar aquela saudade do tio coruja.

Como sempre, estava acordada junto com a mãe, a Elisângela. Brincava com os bichos de pelúcia que havia dado a sobrinha e passava de colo em colo das amigas da mãe, da avó e da bisavó. Coitada, ela não tem sossego mesmo. Vive mesmo como se fosse uma superstar. Se cobrasse cachê, já estaria milionária.

Mas uma coisa me chamou a atenção. Com apenas três meses, a pequena bebê já usa a arte da chantagem para persuadir os adultos. Impressionante, mas é isso mesmo. Quando ela quer alguma coisa, a Rafaela utiliza esse artifício. Vai fazer todos de gato e sapato.

Foi assim comigo nessa última visita. Ao sentar no sofá com ela no colo, a pequena começou a chorar. Por que? Porque queria que eu levantasse, ficasse em pé e andasse com ela para passear. Quer mais?

Foi só esticar minhas pernas para a Rafaela cessar o choro. A mãe avisou que era esse o motivo. Evidente que aproveitei para fazer um registro dessa situação. Assim, sentei novamente no sofá de propósito. Minutos depois, olha só a cara que ela fez:



Engraçado, não é? Foi só levantar, dar uma volta com ela na rua como gosta bastante para dar uma bela canseira. Desta forma, foi fácil colocá-la no carrinho. Ficou uma calma só:



Em seguida, o cansaço foi mais forte e ela dormiu:



Quando fui embora, eu cheguei a seguinte conclusão. Como as mulheres aprendem rápido a arte de persuadir o homem. Pelo jeito, a Rafaela está no mesmo caminho natural. E como será quando for adulta? Não quero nem imaginar.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Meu começo

Dez dias após o meu retorno no Diário de São Paulo e, aos poucos, eu reassumo as minhas plenas funções. Uma delas é voltar a escrever como titular da coluna Meu Começo, veiculada todas as quartas-feiras no jornal. Nunca imaginei que ficaria tanto tempo sem fazê-la, afinal havia sido convidado para ficar responsável por esse espaço logo quando comecei a trabalhar nesse jornal. O carinho é grande.

Nessa retomada, me deparei com a reformulação de todo o projeto gráfico do jornal, inclusive da minha coluna tocada durante meu afastamento pela Cibele. É difícil chegar e ver tudo alterado. Mas eu me acostumo. O importante é escrevê-la novamente.

Para comemorar o meu retorno, nada melhor que mostrar a página desta coluna. Nessa primeira história após essa volta, conto sobre a Didio Pizzas, uma rede de franquias da capital. Ficarei honrado se você ler. É só clicar em cima da página. E prometo publicar as próximas edições da coluna na medida do possível.



quarta-feira, 27 de maio de 2009

Prazer em conhecer

Recebi um e-mail de um grande amigo nesta semana. Não vou revelar o nome dele para preservá-lo de diversas situações. Quem ler toda essa postagem, certamente perceberá porque decidi manter a sua identidade no mais absoluto sigilo.

No entanto, ele me autorizou a publicar todo o conteúdo desde que não revelasse a fonte e o personagem envolvido. Decidi colocar aqui porque até parece uma pequena crônica do nosso cotidiano, apesar das frases serem bem curtas e objetivas.

Porém, o tom telegráfico dessa história conta tudo de forma bem contundente. Eu dei muita risada, pois não teria coragem de agir assim, pelo menos por enquanto. Quem sabe num futuro próximo?

A seguir, a breve história:

"Estava na estação Brás do Metrô. Ao esperar para entrar no vagão, parou uma morena não muito alta, mas bonita claro.

Eu dei uma olhada para ela e a mesma foi recíproca, com sorrisos e tudo mais. Entrei sem nada fazer ou falar algo.

Mas o empurra-empurra nos deixou perto. Parei bem na frente dela, poderia até abraçar. Então, resolvi estabelecer contato:

- Oi, tudo bem?

- Tudo e você?

- Tranquilo. Se eu te perguntar se você pega sempre esse metrô, achará a cantada barata. Se eu falar que você é bonita, vai me achar um tarado. Então, eu não sei o que dizer.

Ela deu risada pela situação e perguntou o meu nome. Respondi (nome preservado) e perguntei o dela: Maria Clara. Uma beleza só.

Fomos conversando um pouco. Perguntei em qual estação ela pararia. Falou que era na República. Falamos um pouco mais.

Ao sair da estação Anhangabaú, rapidamente, fiz por instinto. Roubei um selinho de leve da moça e falei:

- Prazer em conhecer.

Ela ficou muito surpresa, mas pareceu que não ficou tão brava assim."

Como resposta, mandei outro e-mail e fiquei curioso se ele havia conseguido o telefone dela. O amigo respondeu que nem pediu o número. Azar o dele, pois perdeu a oportunidade de conhecer uma garota.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Mais uma missão cumprida



Quanto mais o tempo passa, após esse retorno ao trabalho, consigo escrever menos por aqui. Tudo voltou a ser corrido e me dá muito sono bem na hora quando quero colocar algumas palavras nesse espaço. O jeito é tentar que o cansaço não me vença totalmente. Foi assim no último final de semana, bem no meu primeiro plantão depois da volta. Além disso, foi bem cheio de emoções.

Parece que os editores do Diário de São Paulo querem que eu entre no ritmo logo. Pelo menos, fazem o maior esforço para isso. Fora as manchetes dadas para eu apurar nos primeiros dias, a chefia do plantão me confiou a missão de cuidar do assunto mais importante daquele dia, sábado dia 23 de maio. Fui enviado a Jaguariúna com objetivo de correr atrás da história sobre os quatro mortos e 11 feridos na arena da Festa do Peão daquela cidade.

Apesar da correria e da falta de agilidade devido a um longo tempo fora de combate, me esforcei ao máximo para cumprir essa grande missão. Afinal, passar esse assunto para quem na verdade não atua mais nessa área há alguns anos pode ser interpretada como confiança. Por esse motivo, fui feliz rumo a Jaguariúna com aquela vontade de trabalhar. Além disso, sair da redação atrás da notícia é tudo que o repórter quer e gosta, a qualquer hora e a qualquer dia.

E não foi só no sábado. Fui designado para a história também no domingo. Ou seja, dois dias que precisei fazer aquele bate e volta para o interior do estado. Nesse período, percorri 536 quilômetros só para me deslocar da capital para a cidade de destino. Isso se eu contar a ida e a volta nos dois dias. Fora o que a gente andou dentro de Jaguariúna em direção ao hospital, delegacia e o local onde acontecia o evento. Tem como não cansar?

Sem problemas, pois só percebi o meu corpo cansado quando deixei o meu posto no jornal. Durante a reportagem, não sentia nada, como fome, sede, vontade de ir ao banheiro e até aquele corriqueiro incômodo na perna devido ao acidente. Nessas horas, a concentração é tanta. Ainda bem, pois esquecer das dores é a melhor coisa até para agilizar a recuperação total.

Foi nesse clima que fiz a minha primeira grande cobertura desde o meu retorno. Nem sempre conto as minhas sensações e observações em meio a essas reportagens. Somente falo dos detalhes da notícia. Isso porque eu nem mencionei sobre as dificuldades enfrentadas nessa matéria. Uma delas foi a demora para conseguir falar com alguém da Polícia Civil, a responsável pelo caso.

Para obter êxito, precisei acionar por telefone a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do estado, que fica na capital. O órgão conseguiu resolver o meu problema e designou um delegado para falar com a imprensa presente, depois de três horas de espera. Era necessário, pois a parte policial tem todos os passos e os dados oficiais do incidente. Batalha vencida.

Por outro lado, uma reportagem assim tem suas compensações positivas. Uma delas é observar o movimento do município por conta da festa. Como Jaguariúna estava cheia de turistas de várias partes do estado e do país. E tinha muita mulher bonita por metro quadrado. Nem na praia eu vi uma grande concentração deste tipo.

Infelizmente, o jeito foi só olhar porque estava em serviço. Se eu mexesse com alguém, já saberia de onde eu era. Afinal, o carro da empresa estava identificado com o logotipo do jornal. É a pura verdade.

Por essas e outras, cheguei a uma conclusão. É muito melhor receber histórias importantes iguais a essa. E não foi a primeira vez. Em plantões anteriores, a chefia me encarregou de assuntos muito complicados. Nesta relação, destacam-se o rapaz que se matou depois de manter uma grávida como refém no Guarujá e o desfecho do caso Eloá.

Isso prova que consegui corresponder as expectativas em todas as oportunidades. Mais uma missão cumprida. Espero que essa maré continue assim para garantir minha existência profissional.

sábado, 23 de maio de 2009

Mais triunfal ainda

Meu objetivo era ir a São Paulo em direção ao jornal onde trabalho. Como agora estou em Suzano, preciso usar o trem para me locomover à metrópole. No meio do caminho, fiz aquela tradicional pausa para o café. Entrei numa padaria e fiz o meu pedido. Segundos mais tarde, apareceu um homem uniformizado de azul. Vi que era funcionário da Sabesp. Ao virar de costas, algo no bolso me chamou bastante atenção. O rapaz tinha uma edição do dia do Diário de São Paulo.

Evidente que eu fiquei bem feliz com a preferência dele. Assim, fiquei muito curioso de saber se ele comprava esse jornal diariamente. Na hora, hesitei de fazer isso. Dez minutos mais tarde, resolvi colocar em prática a forma de abordagem do jornalista na rua para descobrir essa dúvida gerada na minha cabeça.

De forma bem calma, cheguei ao funcionário da Sabesp e perguntei se ele lia diariamente esse matutino. Mas sem me identificar, claro. A surpresa aumentou ainda mais quando ele falou que compra o jornal todos os dias desde os tempos do antigo Diário Popular. Ele mesmo citou isso. 

Aí, eu não contive a alegria e revelei que trabalhava nesse jornal. E ele acrescentou que só não assinou o recebimento da publicação em casa porque ele foi informado de que não havia entregas no seu bairro. Ele me contou que reside num bairro bem afastado da região de Guaianases, na Zona Leste de São Paulo. Fica aqui registrado um alerta dele para o departamento de circulação do Diário de São Paulo.

O mesmo rapaz me disse que participou de todas as promoções feitas pelo matutino, como as coleções de cupons para trocar carrinhos, motos e até do telefone celular. Ou seja, o cara realmente sabe das coisas. Ou seja, é de fato um leitor fiel. Depois, ele foi embora, me cumprimentou e pediu para mandar o recado sobre sua assinatura.

Desta forma, eu o agradeci. Quando eu parti em direção à estação de trem, percebi que cometi um enorme erro. Deveria ter perguntado seu nome para constar aqui. Agora infelizmente é tarde demais.

Mas minha felicidade foi maior ainda porque os principais assuntos da capa eram as minhas reportagens. Isso aconteceu na manchete principal e na chamada "manchete falsa", que é o título do alto da primeira página, mas com o tamanho das letras bem menor em relação a uma convencional:


A seguir, a reportagem sobre os motoboys publicada numa página interna do jornal:

Em relação ao seguro-desemprego, isso saiu na página mais importante de economia:

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A volta triunfal

Enfim, novamente ao batente. Faltava apenas isso para minha vida retornar totalmente ao normal. Depois de seis meses de afastamento, estou de novo na redação do Diário de São Paulo. Apesar de todo o empenho para desempenhar minhas funções, ainda me encontro fora de ritmo. Afinal, fiquei muito tempo parado. Falta de agilidade na hora de raciocinar e lentidão para apurar as reportagens. No entanto, isso não impediu com que minha volta fosse triunfal.

Isso mesmo. Parece arrogância, mas não é. Penso assim sobre meu retorno devido à vários fatores. Um deles foi a receptividade por parte dos colegas de profissão. Todos me desejaram bom retorno. Muitos destes parceiros me abraçaram calorosamente e me confortaram como jamais imaginei. Alguns disseram: "Já passou e graças a Deus você continua entre nós". Como não esquecer após essa fase ruim? Já foi embora.

Mas comecei a perceber que o retorno seria triunfal nesta quarta-feira ao ver o jornal onde trabalho. Logo no primeiro dia de serviço pleno no dia anterior, consegui emplacar a manchete do matutino. Era sobre a limitação do número de atendimentos para entrada do seguro-desemprego na Subdelegacia Regional do Trabalho, a antiga DRT. Ou seja, um belo primeiro dia. É só conferir a reprodução da capa.



Bem que a chefia da editoria onde trabalho gostou. Afinal fazer isso logo no primeiro dia de batente é a coroação sobre essa fase de recuperação passada antes da volta. Como se tivesse ganhado um prêmio pela superação de tudo que passei.

Percebi ainda que a palavra triunfal ganhou mais importância quando muitas pessoas passaram a me ligar. Várias delas falaram que eu havia ficado famoso. Outras deram muita risada. Ao assistir à Rede Globo, percebi os motivos. Eu havia saído diversas vezes na propaganda do jornal na TV. Até o pessoal do RH do jornal me comentou: "Que retorno hein. Começou na televisão e agora você está aqui", disse a Márcia, a coordenadora do setor.

Só não coloquei esse comercial aqui no blog porque ainda não achei o vídeo disponibilizado nainternet. Quando eu encontrar, certamente farei isso. Ainda bem que o meu dia-a-dia voltou aos eixos certos.

(Atualização às 00:32 do dia 23 de maio)

Resolvi colocar a página com a matéria sobre o seguro-desemprego para mostrar que é realmente minha:

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Enganar quem?

Certas atitudes são muito difíceis de entender. Parecem chegar ao ponto da loucura ou insensatez, inclusive com as pessoas aparentemente equilibradas. Uma delas é a tentativa de enganar a todos sobre seu estado de espírito ou em relação à realidade anterior. Demonstrar ao exterior o contrário do que realmente acontece no coração simplesmente ilude quem age desta forma. Ou seja, a si próprio. Soa algo um tanto falso.

Essa situação ocorre quando uma pessoa quer convencer a todos que tudo está bem. Pior ainda na hora de mostrar uma felicidade não existente. Repetir isso então aponta uma verdade completamente diferente. Bobagem fazer isso devido a um amor mal resolvido, platônico ou não correspondido. Os mais próximos percebem a tamanha mentira. Não adianta personificar tanta alegria. Na verdade, o coração está partido, ferido ou completamente moído. Soa algo um tanto falso.

Pior ainda nos momentos em que a mesma pessoa faz jogos ou insistentes testes por tamanha insegurança dos seus sentimentos. Engraçado porque o resultado dessas brincadeiras podem voltar igual a um bumerangue contra a própria autora das armadilhas, principalmente quando o candidato avaliado fala a verdade ou dificilmente cai nessas histórias. Não é mais fácil batalhar em vez de fazer as jogadas perigosas? Soa algo um tanto falso.

E a situação se agrava de vez quando todas essas ações não saem como planejado. Aí, todo o equilíbrio e gentileza contidos em alguém aparentemente madura e não mais tão jovem se transforma em atitudes infantis, iguais a de uma criança birrenta. As mesmas se comparam a "ficar de mal", usada nos tempos de infância, tipo "não quero mais ser seu amiguinho". Difícil ser adulto assim. Agora parece soar um tanto verdadeiro.

Na verdade, as consequências chegam ao ponto de serem ridículas e patéticas. O meu conselho é acordar para o mundo real porque o isolamento em demasia no próprio universo pode deixar bitolado. Isso leva a uma cegueira em relação aos demais que te rodeiam. O meu recado é para deixar de ser infantil, pois isso não agrada nenhum homem adulto. E, ainda, personifica a imaturidade. Assim, dificilmente conseguirá atrair a atenção, inclusive a minha.

Outra conclusão é que a maioria das mulheres não está preparada para a verdade. Contar tudo com sinceridade demonstra respeito e ausência de tentar iludir naquele momento da persuasão, com a meta de jogar sempre limpo. Mas mulher não gosta disso e só adora ser enganada. Se isso irrita, paciência afinal confirma ainda mais o despreparo na hora de conquistar um par ideal. Se eu peguei pesado, paciência. Desta vez, não pedirei desculpas.

O objetivo é dar mesmo uma chacoalhada como forma de acordar e deixar de ser tão boba. Se não gostou e quiser manter essa idiotice de "ficar de mal", infelizmente não posso fazer nada. Eu ainda me considero amigo. Amizade serve para isso mesmo e falar toda a verdade. 

O brinde antes do retorno

Último final de semana de afastamento dado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Enfim, é o fim do extenso período de descanso por conta da recuperação após o acidente. Por conta dessa batalha vencida, o jeito é comemorar muito, afinal nasci de novo, voltei a andar sem sequelas e poderei retomar as minhas atividades sem prejuízo. Para festejar, o jeito foi cumprir mais uma promessa ao grande amigo. Nesses momentos que antecipam a volta ao batente, nada como prestigiar um enorme parceiro, lá de São José dos Campos.

Isso mesmo. A comemoração que antecede o retorno ao trabalho ocorreu lá no apartamento do amigo Aurélio e sua esposa, a Tatiana. Havia me comprometido a fazer uma visita antes de assumir novamente o meu posto no Diário de São Paulo e logo após o seu casamento. Isso aconteceu na festa de matrimônio deles porque naquela época eu não podia consumir bebida alcoólica.

Assim, falei que voltaria quando tivesse a liberação do médico para reassumir minha vida, inclusive na bebedeira. E, em contrapartida, levaria uma garrafa de uísque para fazer isso. Coisa de bebum? Pode até ser. Mas a gente precisava comemorar tanto o casamento quanto a minha recuperação. Missão cumprida.

Desta forma, fizemos um encontro de amigos no apartamento do Aurélio. O grupo não era grande, mas foi legal porque a conversa estava muito boa. Foi o retorno à bebida, com moderação e sem dar vexame, claro. A ocasião marcou o meu primeiro brinde desde o acidente de trânsito, em novembro.

Conforme determina o figurino, houve o tradicional registro fotográfico dos bebuns de plantão. Com imagens feitas pelo casal 20 de São José dos Campos, a turma pronta para saborear o bom uísque 12 anos. Junto com o dono da garrafa, estão o Marcelo (à esquerda), o Aurélio (de boné) e Cláudio Leyria (à direita):



Bom, o jeito foi fazer as honras. Obviamente, a primeira dose era a minha:



Depois, um close da bebida direto ao copo. Eu estava em segundo plano nessa imagem:



Ao servir todos no apartamento, fizemos o tradicional brinde. Além de Aurélio e Marcelo, participaram a Tatiana e a irmã dela, a Larissa:



Apesar de aparecer algo de alcoolatras, foi apenas uma comemoração pelos bons momentos de todos, como o recente casamento do Aurélio e Tatiana, além da minha vida nova após o desastre. Afinal de contas, todo o ser humano se abastece de alegria e felicidade vividos nas horas mais simples do nosso dia-a-dia. O conteúdo da garrafa foi todo consumido.

Mas valeu a pena porque isso ocorreu numa roda de amigos, algo valioso para as pessoas. Fica o meu muito obrigado ao Aurélio e a Tatiana por me receberem tão bem nessa visita.

sábado, 16 de maio de 2009

Chegamos ao terceiro mês

Estou prestes a voltar ao batente após seis meses de intensa recuperação. É motivo para comemorar, afinal venci a batalha depois de inúmeras situações contrárias ao meu objetivo. Mas antes de festejar isso, prefiro me lembrar de mais uma data importante para a família aqui. Hoje, a Rafaela completa três meses de vida.

Como a minha vida ficará mais corrida a partir de segunda-feira, quando devo voltar ao trabalho, resolvi fazer uma visita antes desse meu retorno. Passei parte do dia com a sobrinha, como manda o figurino de um verdadeiro tio coruja. Apesar da pouquíssima idade, a bebê aprendeu a arte de chantagear os adultos. Impressionante.

Por ser o centro das atenções, ela fica quase todo o tempo no colo da mãe, do pai, do tio, da avó que está de férias, da bisavó, dos tios avós e dos amigos do casal. Mesmo pequena, a Rafaela usa com competência a arte da persuasão.

Isso acontece quando a bebê quer ficar em pé. Na verdade, quando quer que a pessoa que a segura fique em pé. Isso aconteceu comigo. A pequena começou a chorar enquanto eu estava sentado com ela no colo. Imediatamente, a mãe Elisângela falou o motivo da inquietação.

Ao me levantar e balançá-la, o choro parou imediatamente. A fisionomia dela mudou completamente. Distribuía inúmeros sorrisos e brincava bastante. Assim, resolvi dar uma volta com ela no colo no centro de Suzano.

Desta forma, aproveito para publicar as novas fotos dela, feitas por mim nessa visita. Nessa primeira, dei a sorte dela abrir um sorriso, sempre ao lado do seu companheiro inseparável, o coelho Sansão:



Após o passeio, o cansaço falou mais alto e consegui fazê-la dormir. Coloquei-a no carrinho e a deixei protegida do frio:



Dias antes dessa visita, eu consegui um feito histórico. Até então, ninguém da família tinha obtido essa imagem:



Não tem como não ser um tio coruja após presenciar todas essas situações. Para provar o contrário, a pessoa precisará de argumentos muito convincentes. Mesmo assim, talvez nem consiga crianças sempre dão um colorido maior na nossa vida cinzenta. Quem quiser se divertir, as novas fotos estão no espaço criado especialmente para a Rafaela nesse blog.