segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O meu bom domingo

Como é bom ter uma folga no final de semana. Como trabalhei dois seguidos devido ao feriado e plantão habitual, tentei aproveitar ao máximo o descanso. Afinal, qual é o jornalista de redação que não faz isso?

Para variar como acontece ultimamente, um pequeno texto postado foi editado em versos. Desta vez, sem muita rima e preciosismo demais. O jeito foi fazer algo com a maior simplicidade possível.

Esse foi o resultado. Para manter esse clima simples, encerro a introdução por aqui.

Na frente do computador.
Uma decisão de última hora.
Aquela saída com o carro.
Pausa para saborear um bom café.
Outra volta para ver o movimento.
Parada num bar
que tocava boas músicas.
Novo encontro repentino
com excelentes companhias.
E de volta para casa
onde estou agora.
Esse foi o meu bom domingo.

20-09-2010

domingo, 19 de setembro de 2010

Como a saudade chega

Como sempre, as conversas sempre trazem assuntos ou sentimentos contidos na realidade interior. Ainda mais quando percebo algo estranho ou uma sensação que corrói ou desperta o incômodo e a tristeza nas pessoas. Ter um pouco de humanidade no coração traz alegrias ou melancolias. Aliás, a sensação de saudade consegue fazer da nossa vida uma verdadeira montanha russa, com os altos e baixos do percurso.

Na teoria, os dicionários dizem que se trata de um sentimento evocatório, provocado pela lembrança de algo bom vivido ou pela ausência de pessoas queridas ou de coisas estimadas. De fato, não foge disso. Quem nunca sentiu isso devido aos bons momentos ao lado de uma excelente companhia? Ou por causa da distância de algum parente amado? O insensível que nunca passou por isso pode atirar a primeira pedra.

Sim, realmente, a saudade de uma certa forma dói muito no peito e na alma a ponto de nos afetar demais. Deixa um rosto bonito triste e sem aquele encantador sorriso. Em alguns casos, traz amargura no ponto de vista da vida. Também faz a pessoa só viver no passado apenas nas memórias a ponto de prejudicar o presente e o avanço no futuro. Nossa, mas até agora só escrevi a parte ruim!

Porém, esse sentimento também leva à alegria, a ponto de reviver na mente a felicidade de uma situação passada. Ou ainda recupera a autoestima de alguém ao relembrar de um sucesso profissional, pessoal e afetivo. Sim, quem disse que a saudade não recupera situações gostosas vividas num pretérito até então perfeito? Com toda a certeza do mundo.

Por essas e outras situações, precisamos conviver com a saudade, seja qual for a melhor forma. Como menção a uma frase escrita por uma amiga, vai borrar maquiagens? A resposta é sim. Irá doer na alma? Também sim. Ou levará a uma felicidade relâmpago num sonho acordado? Mais uma vez sim. Mas acima de tudo a saudade faz as pessoas se sentirem mais humanas. E isso não é vergonha para ninguém.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Lembranças dos últimos 16 anos

Dias atrás, estava numa conversa com uma amiga e colega de profissão. O diálogo ficou muito interessante, afinal era uma troca de experiências e como cada um trabalhava nesse universo chamado jornalismo, que também se tornou uma verdadeira caixa de surpresas. Afinal, traz situações, ocasiões agradáveis ou não tão legais. Nesse papo, me recordei de histórias que há muito tempo eu não me lembrava ao longo destes 16 anos na área.

Como eu poderia me esquecer do meu aniversário de 21 anos, que passei na frente da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes pela Rádio Metropolitana? Naquele dia 14 de abril de 1997, os presos decidiram fazer uma rebelião contra as más condições do presídio. Enquanto a família me esperava para comemorar, estava na cobertura do motim. Só cheguei em casa às 23h30 quando a maioria dos parentes havia ido embora. O jeito foi pedir desculpas a todos.

Ou ainda quando acompanhava o então governador Mário Covas nas visitas à região do Alto Tietê pelo jornal e rádio Diário de Mogi, entre os anos de 1999 e 2000? Nessa época, os editores me enviavam para fazer sempre a mesma pergunta: o governo vai duplicar a rodovia Mogi-Dutra? As investidas foram tantas que o próprio Covas já olhava para mim e dizia: "você veio só para perguntar da estrada." Sim, sempre. Numa oportunidade, o saudoso governador perdeu a paciência: "você não sossega garoto?"

Também preciso resgatar um plantão ocorrido em 2002 ainda no então jornal ValeParaibano (atual O Vale). Ao telefonar para o Corpo de Bombeiros no final do expediente, descobri que havia um grave acidente de trânsito na rodovia Presidente Dutra, em Jacareí. Um caminhão passou por cima de outros dois carros de passeio. Fui enviado ao local para ver o que tinha acontecido. Quando me ligaram da redação, contava pessoalmente o número de corpos existentes no meio da pista. Foram mais de 10 mortos. Muito ruim.

Fora as edições dentro da redação do jornal Mogi News entre 2003 e 2005. Foi o tempo em que pude compartilhar minha pouca experiência com os demais colegas. O objetivo era sempre ajudar, porém infelizmente nem todos entenderam desta forma. Paciência, pois minha consciência está tranquila. Só o fato de encontrar outros profissionais desse matutino que entraram após minha passagem por lá me conhecerem por ter feito um serviço bem feito me traz muita alegria. Colaborei como podia.

Eu ainda me lembrei de um plantão improdutivo, quando me enviaram para ficar em frente ao prédio onde mora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo. Isso foi em 2005 no Diário do Grande ABC. Engraçado ficar sem fazer nada, mas haja paciência por não poder me deslocar para nada, mesmo com a certeza de que não aconteceria nada no local. O jeito foi jogar papo fora com os colegas de outros veículos de comunicação, como a Rede Globo, TV Record, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e CBN. Cada mico...

Mas as eleições não poderiam ficar de lado. No núcleo de TV do portal Terra, tive a oportunidade de acompanhar a cobertura das eleições presidenciais de 2006. Uma experiência única, pois nem sempre conseguimos acompanhar os passos para a escolha de um governante do país. Costumava ficar na cola do então candidato Geraldo Alckmin, mas também cheguei a me debater entre os demais repórteres para falar com o presidente Lula em meio à disputa. É como se fizesse parte do processo histórico do país. Pode ser até bobagem pensar assim.

E mais recentemente no caso Eloá, em 2008. Fui deslocado para ajudar o resto dos repórteres na cobertura. Afinal, era meu plantão mais uma vez. Os superiores me deram a missão de encontrar familiares da vítima e de alguns reféns do sequestro no apartamento. Na ocasião, consegui localizar o Iago, o então namorado da Naiara, a amiga da Eloá, que morreu na invasão dos policiais ao apartamento. Foram 14 horas de muito trabalho, no sábado e no domingo de plantão. Cansativo, mas com a sensação de dever cumprido.

Em meio a essa conversa, percebi que enfrentei fortes emoções ou vivenciei fatos sempre como forma de completar minha missão final, de levar as informações e compartilhá-las com os meus clientes, os espectadores. Essas experiências me fizeram a enxergar a vida de forma mais aberta e tolerante porque nem todos são iguais. Mas o fato de receber elogios mostra que ainda sigo no caminho certo e preciso caminhar muito nessa trilha do jornalismo.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Uma data ainda na cabeça

Comecei esta sexta-feira como manda o figurino. De manhã, continuei com a minha rotina de sempre. Verifiquei os meus e-mails, os recados das páginas de relacionamento e as notícias na internet e na TV. Ao ver o calendário, percebi que era uma data ainda marcante na minha cabeça. Nesse dia, há alguns anos, cometi o maior erro da minha vida.

Porém, a minha avaliação mudou muito em relação às minhas palavras sobre o mesmo assunto, no ano passado. Afinal, quem nunca erra na vida por mais grave que tenha sido? Eu cometi sim equívocos em apostar numa pessoa. Enfim, naquela época pensei ter tomado a decisão certa.

Agora, eu avalio. Foi muito bom ter percebido a tempo esse erro. Na verdade, um acontecimento ruim, como o meu acidente de carro, foi essencial para descobrir de fato como poderia ter sido pior se ainda acreditasse numa pessoa na qual não merecia a minha consideração e os meus sentimentos. Ainda bem.

Como disse um amigo, só o tempo traz respostas. Apesar de ainda ter uma ponta de mágoa, essas conclusões também chegaram em minha mente. A maioria delas é óbvia e muitas outras pessoas já haviam me falado, mas a esperança não tinha passado. Mas essa fase já se foi. Ainda bem.

Agora não acho mais que tenha sido um tolo. Apenas apostei alto e me dei mal. Melhor ter arriscado em vez de pecar por omissão. Foi o grande erro da minha vida por ter aberto o meu conteúdo. Mas como errar é humano e leva à evolução, então eu avancei na minha vida. E reconhecer é uma virtude. Pelo menos, eu penso assim.

A amargura, o rancor e a tristeza antes contidos em mim já foram embora. Não há mais nada disso. Agora, só existe a vontade de continuar nesse meu caminho chamado vida, às vezes bandida. No entanto, ela também pode ser bela. Basta se esforçar e querer, como eu quero.

domingo, 29 de agosto de 2010

Os versos num festival

Sábado, final de tarde. Saí de Suzano rumo ao 1º Festival Nova Brasil de MPB, realizado numa arena montada no Anhembi. No evento, cantores conhecidos, como Zeca Baleiro, Nando Reis, Maria Rita e Jorge Benjor.

Foram quase 50 quilômetros até o destino. No início do caminho, tudo bem. Mas ao chegar à Marginal Tietê, congestionamento à frente. Levei uma hora só para parar perto do local das apresentações. Sem estresse, pois estava de folga.

Isso só foi possível graças à Rádio Nova Brasil FM. Fica aqui o meu agradecimento às assessoras de imprensa da emissora. Sempre muito prestativas e atenciosas, desde a chefia até as assistentes. Sério mesmo, pois quem me conhece sabe que sou péssimo para fazer médias.

Enfim, relatei tudo isso porque o meu obrigado vai muito mais além. Inesperadamente, as boas músicas ouvidas na ocasião serviram para aguçar a inspiração para escrever. Como não tinha nem papel nem um notebook, improvisei no bloco de anotações no meu celular.

Nem eu mesmo acreditei. Enfim, esse foi o resultado do que escrevi ao som de verdadeiras poesias brasileiras. Estou longe desses grandes autores, mas arrisquei meus versos influenciados por eles. Aí vai esse conjunto:

Com meu pai, aprendi a honestidade.
A mãe me ensinou a humildade.
Minha avó me mostrou a sinceridade.
E todos eles me guiaram à dignidade.

Absorvi tudo isso para minha vida
E serviu para curar a ferida.
Agora, garanto que minha ida
Será ao caminho da luz querida.

Bom, eu sou realmente assim.
Se isso tudo for mera qualidade
A minha alegria será sem fim.
Pois esse meu jeito é de verdade.

De fato, toda essa formação
Fez com que eu seja honrado.
Apenas ajo e faço tudo de coração
Para simplesmente ser respeitado.

28-08-2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Na história de um jornal

Prometi a duas amigas que escreveria algo alegre nesta oportunidade, após um período de muita reflexão. Quase chorei, eu confesso. Mas a emoção foi tipicamente por felicidade. Aliás, isso tem uma justificativa convincente na minha modesta opinião. Afinal, faço parte da história de um jornal onde trabalhei. Quem tem um privilégio igual a esse?

Não só estou nessa história como também tudo se encontra devidamente documentado. Agora, eu explico. Meu nome foi citado no livro "O ´Diário de Mogi, 50 anos", escrito pelo jornalista e meu ex-professor na faculdade de jornalismo, Nivaldo Marangoni. E melhor ainda. A honrosa menção tem direito até uma foto minha na publicação.

Ao ver o resultado final deste livro, fiquei bastante contente. Na verdade, foi uma mistura de felicidade, comoção e surpresa. Tive uma dificuldade para me conter diante do autor e do livro. Aliás, não esperava uma homenagem deste tipo, ainda mais numa obra que ficará por um bom tempo entre nós. Bem legal, pois consegui garantir um exemplar.

A menção foi feita no capítulo "´Nós continuamos". Nele, Marangoni mostrou vários jornalistas que passaram pelo Diário de Mogi como complemento ao grupo fundador do matutino, relatado no anterior "Nós começamos". Tive a oportunidade de ver vários colegas do meu período nesse jornal e outros cujas histórias eu já conhecia.

Para quem não sabe, trabalhei no Diário de Mogi entre maio de 1997 e julho de 2000. Lá, comecei como repórter de geral, depois substituía o titular da editoria de polícia Laércio Ribeiro nas suas férias e folgas. Além disso, fazia algo em política e até economia. Nessa época, jamais imaginava que me setorizaria no último assunto.

Foi um bom período de aprendizado. Grande parte do que sou ou se outros me elogiam e gostam do meu jeito de ser profissionalmente, com certeza eu também devo a esse jornal como outros locais e pessoas. Bom, se fui citado no livro, então o respeito é recíproco e devo ter deixado boas impressões por lá. Desta forma, fiz o meu trabalho bem feito nesse período.

Para o professor Marangoni, só tenho a agradecer de coração por ter se lembrado de mim. Agora, tenho algo que posso mostrar aos amigos, familiares e quem sabe aos futuros filhos num futuro próximo ou não? Fora isso, só serviu para me mostrar como ainda me mantenho no caminho certo da profissão. Ser respeitado é o melhor prêmio de todos. E um dos troféus veio por meio desse livro.

domingo, 15 de agosto de 2010

Frio, plantão e solidão

Em meio ao plantão do último final de semana, eu via os meus e-mails, os sites e também verifiquei os amigos que estavam conectados ao messenger - aquele serviço de correspondência via internet. Uma coisa me chamou a atenção quando vasculhei tudo isso. A apresentação de uma amiga logo ao lado do seu nome, o chamado "nick" nesse sistema de mensagem eletrônica.

As palavras dela me deram uma ideia interessante para expressar o que se passava naquele momento, tanto nela quanto em mim. Afinal, ela estava na mesma situação. Em pleno trabalho no seu plantão. Eu aqui também.

Desta forma, surgiu mais essa poesia. A primeira estrofe foi totalmente escrita pela amiga e colega de profissão Thaís Nunes ao lado do seu nome no messenger. Desta vez, só completei com o resto das palavras. Valeu amiga pela ajuda. Eu usei mesmo assim, mas assinei junto, viu.

Para os demais, convido para ler o resultado disso logo abaixo. Tomara que todos gostem:

Frio.
Plantão.
Solidão.

Tranquilo
Sentado
mas isolado.

Longe
Distante
E relutante.

Triste
Contrariado
E frustrado.

Eric Fujita e Thaís Nunes
15-08-2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Em busca do desconhecido

Deu uma vontade de me aventurar rumo ao desconhecido para novas descobertas. Quem nunca teve esse desejo na vida, como abandonar algo para recomeçar do zero e apagar os erros cometidos em todos os âmbitos?

Com base nesse sentimento de buscar algo mais longe e sonhador, surgiu mais essa poesia. Não vou explicar muito. Basta apenas ler para saber o que se passou dentro do meu interior enquanto a escrevia. Mais uma vez, acho que vale a pena conferir. Mas como sou suspeito para dizer isso:

Quero apenas arriscar e saber
O novo para recuperar a humildade.
Busco uma forma de conhecer
Sobretudo uma nova realidade.

A rotina que há tempos aprendi
Dá segurança e leva à arrogância.
Mas antes disso, já me arrependi
Porque posso chegar à ignorância.

Sobretudo, pretendo reconquistar
Aquela vontade de me aventurar
Outra vez rumo ao desconhecido
Para mim, será um prêmio merecido.

Se eu parar e deixar de seguir
Jamais poderei progredir
Na vida que escolhi para mim.
Aí, minha história terá um fim.

10-08-2010

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Uma busca equivocada

Desde a recuperação do meu grave acidente, agradeço sempre alguém lá em cima por simplesmente nascer de novo. E não canso de fazer isso porque nem todo mundo tem essa segunda chance. Afinal, escapei por pouco de ficar paralítico ou ter alguma deficiência, como uma perna bem mais curta que a outra. A maioria das vítimas sai com algum tipo de sequela física. Não foi o meu caso, definitivamente e felizmente. Nossa, até rimou!

As pessoas mais próximas sabem como esse desastre trouxe mudanças em minha vida. Nem compensa comentar algumas delas por serem páginas viradas devido à falta de consideração. Bom, deixa para lá. Por outro lado, trouxe ainda mais a vontade de viver, de valorizar os amigos queridos que reapareceram e as novas e valorosas amizades cultivadas simplesmente pelo meu jeito de ser. Porém, minha responsabilidade aumentou e muito no meu inconsciente.

Por esse motivo, veio a vontade de ser uma pessoa cada vez melhor em tudo. Quis ser muito mais humano, com as emoções a flor da pele e sem medo de sorrir quando algo é muito engraçado ou de chorar se a situação fosse triste. Voltei a valorizar ainda mais o semelhante desde um enfatizado obrigado nas simples ajudas ou quis estar ao lado das pessoas quando elas mais precisam. Também me empenhei mais no trabalho como forma de correr atrás do tempo perdido.

Busquei sim todas as formas de compensar essa segunda chance, sempre de coração aberto. Porém, veio também um efeito colateral, que jamais imaginei. Tentava alcançar incessantemente a beira da perfeição. Coisa impossível de conseguir, pois só Ele é assim. Eu não enxerguei isso. Aos poucos, comecei a me penitenciar por não conquistar certos objetivos ou atender a pedidos das pessoas ou atingir certas metas além das minhas forças.

Ou seja, o cansaço começou a tomar conta do meu corpo sem eu perceber. Mas a adrenalina contida no sangue atenuava a sensação de fadiga tanto física quanto mental. Nada sentia, mas comecei a fazer mal a mim mesmo. A obsessão trouxe consequências muito ruins para mim. Meu rendimento caiu no ambiente de trabalho, a disposição para o esporte ficou menor e minha relação com as pessoas piorou. Em resumo, veio tudo numa crise de forte stress.

Por outro lado, isso me fez refletir. Adiantou cobrar a mim mesmo? A resposta é não. Ainda bem que enxerguei isso a tempo e busquei ajuda médica. Sim, ainda estou em tratamento, pois estava a beira de um colapso. Mas não tenho vergonha de admitir uma doença. Depois de diagnosticada, agora é manter essa rotina para vencer mais essa, pois não é nada grave. Mas ganharei a nova batalha, pode apostar.

Faço esse discurso em favor dos meus amigos e familiares que torcem por mim e me dão apoio. É o mínimo que posso fazer em troca de atenção dessas pessoas tão queridas em minha vida. E também retomar a vida, afinal ela não para e não quero pegar o bonde no meio do caminho de novo. Se já sobrevivi a um grave acidente, por que não sairia desta? Valeu!

domingo, 1 de agosto de 2010

A última poesia de julho

A ideia veio quando tive vontade de mandar um recado direto, claro. Surgiu de forma bem simples para ser objetivo e alcançar a minha meta de não rodear demais na mensagem. Quando eu li o que havia escrito, percebi nisso uma pequena poesia. Foi algo bem inusitado.

Na verdade, pensava somente em mandar algo muito ágil, afinal o mundo online determina que cada vez mais precisamos ser concisos para o Twitter, Facebook, Orkut, e-mails e mensagens via celular. Obviamente, era para alguém (digo, mulher) bem interessante. Foi enviada pela internet por um desses mecanismos já citados.

Logo depois de tomar essa atitude, eu pensei: por que não publicá-la? Então, essa telegráfica poesia não é inédita por ter sido colocada no perfil da minha página no Facebook. Alguns que viram curtiram e até deixaram comentários. Então, resolvi publicá-la aqui também.

Espero que gostem, pois essa mesma encerra um mês bem produtivo nesse quesito. Terminei julho com chave de ouro. Só torço para a remetente responder:

Avistei
observei,
olhei,
interessei
e fingi.

Mas achei,
pensei,
retomei,
agi
e adorei.

30-07-2010