quarta-feira, 16 de junho de 2010

A primeira Copa do Mundo

Mais uma Copa do Mundo começou para a Seleção Brasileira. A equipe pretende, a qualquer custo, conquistar o hexacampeonato e se tornar a maior vencedora de todos estes torneios. Claro, isso interessa a cada um dos brasileiros que acompanham uma das maiores paixões do país: o futebol. Porém, essa edição tem um fato marcante, por ser a primeira acompanhada por uma pessoa. Adivinha de quem eu falo? Da sobrinha Rafaela, obviamente.

A pequena já assiste a todos os passos desta Copa com apenas um ano e quatro meses, completado hoje (16-06). Na verdade, ela não entende a importância das partidas que envolvem a seleção. Por outro lado, já absorve a necessidade de todos viverem num verdadeiro clima de família. Esse fator é bom porque dá todas as bases de sustentação para manter caráter, a integridade e a honestidade.

E talvez a bebê já entende essa importância, pois sempre fica feliz quando todos os parentes mais próximos estão juntos dela. E isso aconteceu na primeira partida do Brasil, contra Coreia do Norte. Placar foi magro, dois a um para a equipe brasileira.

Enfim, a Rafaela foi vestida bem a caráter para a ocasião. Para isso, precisou utilizar alguns acessórios, como plumas e óculos escuros da época. Para facilitar a nossa vida, a revista Época ficou de nos ajudar.

Olha só como a pequena ficou pronta para assistir à partida:



Depois, ela brinca a bessa com os chocalhos:


Vale a pena colocar mais uma pose dela toda personalizada:



Se o jogo não empolgou, com certeza a presença dessa pequena pessoa conseguiu nos alegrar durante a partida. Agora, a expectativa é de que a Copa do Mundo deste ano seja uma de muitas na qual ela acompanhará, ainda criança, na adolescência e até mesmo na fase adulta.

terça-feira, 15 de junho de 2010

A vontade de me aproximar

Certas coisas parecem uma verdadeira ideia fixa na cabeça. Ainda mais quando um certo pensamento cai e se instala repentinamente, depois de um longo período de quarentena. Na verdade, era um vazio que não se preenchia. Bom, definitivamente acredito na possibilidade de inconscientemente ser o fato de querer ocupar esse espaço amplo, até então sem alguém.

Pois bem, é difícil entender certas coisas. Explicar então, fica uma missão impossível. Porém, tentarei isso. Apenas senti a vontade incessante de querer apostar todas as fichas num esforço de conhecer melhor uma certa pessoa. Somente isso e nada mais, por enquanto. Afinal, esse é o que gostaria nesse momento. Para mim, já bastaria.

Engraçado isso. O desejo de ficar mais próximo surgiu nos primeiros contatos. Ao conhecê-la, percebi nela uma pessoa madura e articulada. Bem no estilo que admiro numa mulher de fato, bem longe das conversas futéis e sem qualquer tipo de conteúdo. Parece exagero, mas as conversas eram envolventes. Não acabavam repentinamente a ponto de ficarmos sem assunto.

Mas como alcançar esse objetivo, sem me passar por insistente ou assustar ou ainda sem fazer o estereótipo de um mero galanteador barato? Gostaria de uma resposta plausível, tirada dentro das minhas próprias conclusões. Busco as soluções para essas perguntas porque talvez eu já tenha me transformado em todos esses elementos ao descer do muro e partir para a ofensiva.

Isso pode ter ocorrido porque resolvi agir e tomar alguma atitude direta. Ou seja, dar a cara para bater, depois de ficar um bom período no isolamento para reorganizar a minha mente. Ao sair dessa clausura de dentro de mim mesmo, demonstrei, deixei claro e agi de todas as maneiras possíveis para abrir um canal e alcançar a minha meta.

No início, pensei que conseguiria, mas veio uma reviravolta desfavorável. Às vezes, acho que devo ter causado muito susto a ponto de afugentá-la pelo simples fato de literalmente partir para cima, sem ser deselegante ou mal educado.

Devido a esse motivo, eu ainda reflito diariamente sobre o assunto. Ainda mais porque só gostaria de me aproximar num primeiro momento. Coisa simples. Pode parecer um tanto convencido, mas todas as amigas próximas presenciaram e elogiaram a minha iniciativa de agir desta forma, com atitude, objetividade e clareza no que realmente queria.

Aliás, a principal reclamação das mulheres e também das minhas amigas é a falta de atitude masculina na hora de persuadir. Fiz completamente o contrário para não parecer um mero conquistador barato. Mas infelizmente não consegui convencer quem eu realmente gostaria de atingir. Não imaginava que a situação mexeria comigo assim.

Paciência. No entanto, não vou me lamentar totalmente por um único motivo: pelo menos, eu agi. Muito melhor arriscar ao invés de deixar o tempo passar e depois remoer por não ter tomado uma atitude. Depois de tudo, não tenho como negar o meu interesse. Quem sabe, nem tudo esteja perdido?

Bom, o meu recado foi dado e mostrei ser uma pessoa decidida e aberta, acima de tudo. Se todos esses fatores forem virtudes, talvez eu tenha elementos para convencê-la mais adiante ou quem novamente despertar em mim essa mesma vontade de me aproximar. Só o tempo dirá, pois aprendi que ele é eficaz em todos os momentos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Reunidos novamente

De fato, o tempo passa. Em certas coisas, conseguimos evoluir. Nas outras ocasiões, continuamos sem avançar os passos. E, de vez em quando, até caminhamos de costas para regressão. Isso é natural em qualquer ser humano. Porém, existe algo que continua intocável, como ter essas garotas como verdadeiras amigas. Ganhei muitas outras valorosas amizades nesse meio tempo, inclusive após meu acidente, porém o destino faz nós cruzarmos os respectivos caminhos. Ainda bem.

Aos poucos e naturalmente, voltamos a nos reunir após um longo período sem contato. Cada um havia seguido uma trilha diferente. Alguns continuaram nessa progressão. Outros, como é o meu caso, tiveram que recuar por decisões equivocadas nesse rumo (melhor arriscar em vez de pecar por omissão). Mas isso agora não importa.

Assim, voltamos a ficar próximos. É difícil falar, pois as palavras podem ser poucas demais. Então começo ao dizer que são grandes companheiras de todos os momentos, desde a tristeza até a alegria. a felicidade agora é de estarmos juntos novamente, apesar de uma delas se encontrar mais distante. Mas ela sempre volta para nos ver, não é mesmo Tatiana?

Enquanto uma está mais longe, mostro quem continua nesse convívio mais próximo. Por conta desse retorno - ou cruzamento de caminhos -, eu, a Milena, Cláudia e a Kátia estamos de volta ao circuito. Isso tudo aconteceu também movimentado pela necessidade de um ajudar o outro para sair das dificuldades impostas pela vida. Na minha modesta opinião, uma forma de amenizar as frustrações, as dores e as feridas ainda abertas no coração. Afinal, para que servem os amigos?

Enfim, de volta a alegria como todos nós buscamos. Em vez de relatar, mostrarei essa nova fase em imagens. Afinal, há muito tempo, a gente não fazia uma foto juntos. Nesse caso, nada como celebrar com um bom brinde, durante a apresentação da banda Telerocks no Buxixo.

Pela ordem natural, estão a Cláudia, a Milena, eu e a Kátia:




Para não esquecer quem está mais longe por conta de rumos profissionais, vou repetir uma foto tirada no final do ano passado para também mostrar a Tatiana. Espero sua nova visita:





Como é bom ter amigos (nesse caso amigas) assim. A situação só mostra como é importante manter as amizades acima de tudo. Imagina só se eu não tivesse isso, como me recuperaria de tudo que passei. Com certeza, seria muito mais difícil. Enquanto não retomo totalmente o meu caminho, ajudo a dar aquele empurrão para elas engrenarem. É o mínimo para se fazer.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Fim de semana perfeito

O final de semana estava prestes de acabar. Precisei trabalhar metade dele. Pelo menos folguei a outra parte desse período. Alivia um pouco como forma de descansar e se preparar para o próximo, de plantão na redação do Diário de São Paulo. Então, resolvi encontrar alguém muito especial. Na verdade, fui ver a única garota que atualmente me aceita e gosta de mim como eu sou realmente. Quem será? É apenas a Rafaela, a minha sobrinha.

Amigas do peito, não se ofendam com a declaração anterior. Sei que vocês me consideram. Fiz isso só para causar aquele tradicional suspense (risos). Como essa ponta de dúvida já acabou, voltarei à história anterior. Decidi encerrar esse fim de semana com uma rápida visita para a bebê. Afinal, eu ainda não tinha visto a pequena por conta do serviço, pois ela costuma aparecer em casa aos sábados. Nesse último, eu estava no trabalho.

Só o fato de vê-la me trouxe mais alegria para um final de semana um tanto melancólico. Além de trabalhar, havia cometido um deslize que ainda me lamentava até então. Esqueci de tudo. Como a presença de uma criança serve de tratamento paliativo para as dores, tanto físicas quanto psicológicas. A espontaneidade me contagiou, definitivamente.

E a situação toda fica mais acentuada porque criança sempre é sincera. Se adora uma pessoa, demonstra e faz de tudo para alegrar. Foi o que a sobrinha fez comigo. Me puxava pela mão para brincar e chamar a minha atenção. Não dava uma folga para conversar com os pais. Que bela cobrança. Se tivesse algo assim todos os dias dela, com certeza o cotidiano cinzento com certeza seria muito mais colorido.

Olha, se as ações dela conseguem emocionar um simples tio coruja e às vezes de coração bobo e mole, um mero coadjuvante na vida dessa criança, imagina para os personagens principais da história dela, como o pai e a mãe dela. O certo disso tudo é o fato de eu começar a semana mais feliz porque conseguir vê-la. E de me lembrar como a Rafaela me chama: "titi". Como ela ainda não completa a palavra "titio", já basta ouvir a primeira referência.

Agora, eu digo. Como não se render a essa pequena pessoa?



Bom tenho certeza que vou me aborrecer pelo menos uma vez no decorrer da semana por causa do cotidiano turbulento. Enfim, o jeito é me lembrar das travessuras da sobrinha para atenuar o ritmo estressante. Não é desespero de causa ou pressa disso, mas espero um dia me tornar um bom pai como tento ser um belo tio.

domingo, 6 de junho de 2010

A boa ação após a balada

Percorria as ruas de Mogi das Cruzes após a tradicional balada de sábado à noite. Como não tinha companhia, o jeito foi sair sozinho mais uma vez. Na verdade, estava acompanhado, mais uma vez, do meu carro. Depois de fazer aquela refeição antes de ir embora, dar uma volta extra em frente ao local onde havia ido. Não costumo fazer isso habitualmente, mas ao quebrar essa regra dentro dessa pequena rotina, percebi que faria a boa ação do fim de festa.

Ao passar em frente ao Buxixo Bar, avistei uma pessoa sentada na praça próxima. Assim, reconheci a pessoa. Na verdade, tratava-se de um colega que foi ao mesmo local onde havia entrado. Mas ele estava completamente bêbado, sem carro e não tinha dinheiro para pagar um ônibus. Coisas da embriaguez. Porém, não revelarei sua identidade por questões de preservá-lo, afinal quem nunca tomou aquele porre?

Após vê-lo acuado na rua em plena a uma das noites mais fria do ano, perguntei se queria uma carona. Imediatamente, ele disse se tinha sido o anjo da guarda enviado lá de cima para tirá-lo da enrascada. Agradeceu a viagem toda de 15 quilômetros entre Suzano e Mogi das Cruzes.

A curiosidade foi mais alta e perguntei o que ele fazia na praça sentado. Justificou que não tinha dinheiro no bolso, apenas os cartões do banco para pagamento em débito automático. Para piorar a situação, seus amigos foram embora antes porque conseguiram companhia feminina como forma de fechar a noite.

Além disso, confidenciou a possibilidade de ter dormido na rua, ao relento caso não tivesse passado outra vez. Ainda bem, não tinha mudado de ideia e fazer a minha última volta. A conclusão que cheguei com tudo isso foi a necessidade de jamais repetir a rotina de sempre, seja em qualquer lugar.

São entre essas e outras que conseguimos grandes surpresas na vida. A minha ocorreu nessa oportunidade, com a necessidade de fazer a boa ação do fim da balada de sábado. A sensação é de dever cumprido. Ainda bem.

sábado, 5 de junho de 2010

Sem grandes regras nos trens

Quando saio da minha casa em direção à redação do jornal onde trabalho, preciso enfrentar uma verdadeira maratona até chegar a São Paulo. Para ir de forma mais rápida e com preço mais barato, costumo usar os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e, em seguida, o metrô. Mas a viagem poderia ser bem menos estressante e mais civilizada se a maioria dos passageiros tivesse o mínimo de bom senso, ao seguir as orientações básicas dadas nas estações.

No entanto, isso dificilmente acontece logo nas plataformas de embarque. Os auto falantes sempre avisam as pessoas para ficarem atrás da linha amarela de segurança. Mas as pessoas fazem questão de desrespeitar esse alerta com o objetivo único de concorrerem a um lugar na poltrona dos vagões. Conclusão: todos distribuem cotoveladas entre todos até a abertura das portas.

E o problema não para por aí. Nesse mesmo momento, os funcionários pedem para os passageiros do lado de fora aguardarem o desembarque de quem está dentro do trem. O pedido é simplesmente ignorado. O pessoal na plataforma pressiona a entrada e só deixam os demais saírem quando se sentam. Por esse motivo, presenciei algumas vezes alguém que não conseguiu sair a tempo, antes do fechamento das portas. Absurdo total.

Fora isso, existem ainda os usuários sem o mínimo de noção porque ignoram a placa de orientação sobre a utilização dos assentos preferenciais. Muitos sentam e fingem aquele cochilo para não abrir oportunidade aos que realmente precisam, como idosos, grávidas e deficientes. Em muitos momentos, precisei abrir mão de viajar sentado sem estar no espaço exclusivo deles para proporcionar conforto a quem realmente precisa. Quanto desrespeito, viu.

Após o desembarque do metrô, a saída da estação costuma ser muito desgastante pelo simples fato dos usuários não seguirem o que está escrito nas placas de aviso. A publicação pede para deixarem o lado esquerdo da escada rolante livre como forma de facilitar o acesso, principalmente para os mais apressados. Porém, vários deles param no degrau e fecham o caminho.

Assim, vários frequentadores são obrigados a esperar a boa vontade, mesmo com a pressa de passar logo. Algo sem necessidade, pois o local poderia estar aberto na esquerda para o povo mais agitado passar sem qualquer problemas. Isso só na teoria, pois na prática a regra não é cumprida.

Se os passageiros seguissem essas pequenas ordens, com certeza, a viagem teria um clima muito melhor. E a CPTM e o Metrô registrariam menos ocorrências e reclamações. Tudo bem que as duas estatais se esforçam para melhorar a situação, mas depende de cada usuário decidir ajudar para se chegar a esse utópico resultado. Afinal, a esperança é a última que morre.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Incógnita, insegurança e confusão

Não sei como explicar. Tudo parece uma verdadeira incógnita. São sensações completamente indefinidas, a ponto de mal poder me expressar sobre o que realmente acontece. Muito engraçado isso. O jeito é jogar as palavras, numa tentativa de dar uma conexão até formar um texto.

Mas será muito difícil fazer isso. Montar uma palavra ligada a outra e construir algo coerente. Afinal, minha mente está totalmente desconexa. A única explicação para isso é o fato de me encontrar extremamente confuso.

Empolgação demais, ou insegurança de errar mais uma vez com minhas atitudes, ou medo de não tomar a iniciativa correta? Sei lá. Ou não saber mais lidar com certas ocasiões devido ao fato de não querer enfrentar outra decepção? Na verdade, trata-se de uma mistura de todas essas situações.

Bem que tento escrever algo com o devido contexto e tudo mais para encontrar uma justificativa racional e buscar uma explicação sobre o que acontece comigo. Mas está difícil, viu. Paro para pensar quando estou no trem a caminho do jornal ou no retorno, enquanto treino natação ou musculação e nas minhas incursões pela internet.

Mas não chego a nenhuma conclusão racional. Engraçado, mas será que apenas eu passei e passo por um momento igual a esse? Alguém já enfrentou algo assim? Gostaria de saber de quem se prontificar a me dar possíveis respostas. Talvez, os novos tempos começaram a chegar para mim.

Pode ser o medo de supostas mudanças, que passou a me consumir a ponto de assumir um clima de instabilidade na minha realidade interior. Mas queria retomar a minha segurança peculiar e a objetividade como forma de lidar com esse verdadeiro ponto de interrogação e transformá-lo em exclamação. O jeito é aguardar uma luz para saber qual será o caminho.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

No aniversário da Trash 80's

Fui convidado para comparecer a um aniversário. Na verdade, a festa não era de uma pessoa propriamente dita, porém tem uma identidade única no circuito paulistano. A comemoração prometia ser muito interessante, afinal nem sempre uma concorrida balada em São Paulo consegue reunir muitos frequentadores por um longo período, com enorme sucesso e casa completamente cheia. Tive o grande privilégio de marcar presença nos oito anos de existência da Trash 80's.

O motivo desse meu comentário vai muito mais além do que ir aos embalos da noite e madrugada. Na verdade, a festa da Trash foi uma das minhas verdadeiras incursões nos agitos de São Paulo. Até então, só me limitava a sair na minha região ou nas cidades onde havia morado no interior por conta do trabalho. Antes disso, havia dado meus pulos na capital, mas sem tanta ênfase.

Bom, vamos voltar no tempo. Conheci a Trash 80's há cerca de cinco anos, quando ainda trabalhava no Diário do Grande ABC. Lá, um grupo de colegas da redação decidiram ir a essa balada. Antes, já tinham me avisado que a balada era totalmente diferente do convencional, afinal o local tocava músicas infantis e algumas consideradas bregas, todas que fizeram sucesso na década de 80.

A curiosidade era tanta que fiz questão de comparecer naquela época. Curti tanto o local a ponto de retornar outras oportunidades até com o mesmo grupo. Foram vários aniversários de alguns colegas jornalistas. Mas também fui durante o Carnaval de 2006 para fugir da folia convencional. Enfim, bons tempos.

De volta à atualidade, tive a oportunidade de retornar à mesma balada, porém num momento especial. A volta aconteceu justamente nessa festa de oito anos realizada na The Week, por meio de um convite feito pela agência de assessoria de imprensa que agora cuida da divulgação da Trash 80's. E tudo em grande estilo, graças à equipe comandada pela já amiga Erika Digon.

E esse chamado veio ainda num momento certo. Na mesma ocasião, um outro jornalista, o Igor Francisco, festejaria seu aniversário de 30 anos na festa da Trash 80's. Consegui unir o útil ao agradável.

Em meio à festa, resolvi fazer algo diferente apesar de ser um jornalista especializado em economia. Veio a brilhante ideia de dar uma incursão (porém bem amadora) na condição de colunista social, pelo menos aqui no blog. Então, resolvi registrar alguns flagrantes da festa.

Por também não ser fotógrafo profissional, nem todas as imagens da minha "xeretinha" digital ficaram com boa qualidade. O que vale agora é a boa intenção. Assim, vamos lá.

Olha só como a festa estava lotada:




Até consegui flagrar os fãs enquanto faziam imagens ao lado da cantora Fafá de Belém, uma das atrações da festa, na condição de DJ com os sucessos dos anos 80:



Mas a grande estrela da noite foi de fato o cantor Wando. Haja calcinhas no palco:



Pura verdade. Ao começar essa apresentação, as mulheres presentes começaram a jogar calcinhas para o cantor. A prática virou tradição quando ele sobe no palco. Na Trash, cheguei a presenciar uma moça jogar essa peça bem na face dele, a ponto dele parar de cantar, dar uma risada para o público e retomar o show. Engraçado demais.

Ao final, veio uma curiosidade. Quantas calcinhas ele teria ganhado só nessa apresentação? Tentei apurar esse número, mas não tive sucesso. Dois dias depois, uma reportagem na TV informou que Wando teria 15 mil calcinhas num quarto na casa dele. Parte do mistério desvendado.

Para finalizar, coloco aqui a foto minha, feita com a "xará" Erika. O clique foi da Kika Souza, que estava na equipe responsável pela divulgação do evento.



Ao terminar essa postagem, agradeço mais uma vez a equipe organizadora e principalmente ao pessoal que me fez o convite. E rumo a outras baladas promovidas pela Trash 80's.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A falta de solidariedade

O fato agora relatado serviu como um verdadeiro alerta. Na verdade, me mostrou como o ser humano não presta mais tanta atenção no seu semelhante. A correria do dia-a-dia e a ação de alguns oportunistas que se aproveitam de muitas pessoas com bom coração ao pedir esmolas nos deixam cada vez mais afastados do sentimento de solidariedade e compaixão. Impressionante como todos nós nos tornamos individualistas ao extremo em nossas atitudes.

Percebi isso com bastante evidência quando me dirigia a São Paulo para trabalhar. Numa breve caminhada em Suzano rumo à estação de trem, avistei um senhor bem magro e de cabelos brancos. Ele estava sentado numa cadeira existente na calçada de uma movimentada rua do centro da cidade. Ao passar perto, ele estendeu sua mão direita e apenas murmurou.

Como sempre faço, eu ignorei. Afinal estou acostumado com cenas semelhantes em São Paulo. O pensamento automático é de que vai pedir algum dinheiro como uma suposta ajuda para o sustento. No entanto, eu sempre me recuso a dar moedas ou um certo valor em cédulas, como R$ 1,00 ou R$ 2,00.

A quantia pode ser para bebida alcoólica, ou mesmo drogas. Vai saber. Nesse caso, compro algum alimento, lanche ou mesmo um marmitex se a pessoa menciona estar com fome.

Nesse caso aqui, eu realmente fingi que não vi. Mas algo - ou talvez algum recado lá de cima - me fez olhar para trás. Vi que o mesmo senhor continuava com a mão estendida para mim. Aí, consegui entender o pedido dele. Era de ajuda. Quando ouvi essa palavra, passei a prestar mais atenção.

Assim, dei dois passos para trás em direção ao homem sentado na cadeira. Ao me aproximar mais uma vez, ele fez um simples pedido. "Meu jovem, me ajuda a levantar. Não tenho forças", disse para mim. A resposta foi imediata. Falei que sim e o auxiliei prontamente. Então, percebi que realmente o mesmo homem tinha dificuldades devido à falta de força em fazer um simples movimento devido à idade avançada.

Desta forma, o mesmo senhor me agradeceu pela ajuda, mesmo depois de ignorá-lo num primeiro momento. Em seguida, pedi desculpas pela minha atitude inicial e expliquei porque havia feito isso. Não tem justificativa, mas pelo menos tentei. Consegui ser solidário como ele precisava.

Em razão desse acontecimento, veio uma breve conclusão. Definitivamente, pode acontecer qualquer coisa que a maioria das pessoas não se importa mesmo se o semelhante passa por grandes apuros ou mesmo algum mal súbito. Depois disso, procuro prestar mais atenção nas pessoas que estão por perto. É muito ruim ser omisso nessas questões.

Uma simples ajuda não custa nada. Apenas uma sensação de dever cumprido. Quem não fica feliz quando ganha um reconhecimento por ter feito uma boa ação? O jeito é calibrar a atenção no mundo que me rodeia para nunca mais cometer um erro tão grotesco como esse.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mulheres nas baixas temperaturas

O tema de agora partiu das duas postagens feitas no Twitter na última sexta-feira (14-05). Na verdade, foi uma constatação minha quando dava meus passos pelo centro de São Paulo. Andei pela Rua Consolação e Avenida Ipiranga rumo a uma conceituada padaria, que fica embaixo do Copan. Para quem não sabe, esse é o maior edifício residencial da América Latina. A ideia era fazer aquele tradicional lanche da tarde, em meio ao meu expediente no jornal.

Nessa caminhada, a temperatura estava agradável. Mas exigia de todos algumas peças a mais de roupas, principalmente as blusas e casacos. Nada tão rigoroso, porém as pessoas estavam precavidas porque o frio havia sido mais intenso nos dias anteriores, apesar do outono. Entre uma observação e outra no público que andava nas calçadas, cheguei a uma bela conclusão.

Na verdade, reforçou algo que sempre achei desde os tempos de adolescência. Talvez pensei e penso desta forma porque curto mais quando os termômetros ficam com seus indicadores mais baixos. Tudo bem, as mulheres gostam mesmo do calor, pois elas ficam muito mais a vontade. E os homens agradecem na hora de olhá-las.

No entanto, agora parto para a minha grande convicção, reforçada ao caminhar pela Consolação e Ipiranga. Como o público feminino fica muito mais elegante. É de encher os olhos ao presenciar tanta beleza.

É muito prazeroso ver essas mulheres tão arrumadas. Algumas delas chamam a atenção com vários tipos de combinações, como cachecol, blusa e botas. Outras com lindíssimas boinas como forma de protegerem a cabeça do frio. Tudo muito bom.

Bom, a maioria dos homens pode discordar de mim, mas não me importo. O importante é que deveria comentar meu posicionamento. Também foi uma forma de incentivar as mulheres para manterem a elegância durante o frio. Resolvi agir assim para elas jamais deixarem a peteca cair e garantirem minhas observações, com todo o respeito, claro.