quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mais reportagem da faculdade

As lembranças dos tempos de faculdade chegam cada vez mais facilmente aqui para mim. Depois daquela primeira reportagem de TV para a faculdade, cujo projeto foi abandonado no meio do caminho mas completei 12 anos depois, recebi um outro material desse período tão precioso. Nem eu mesmo me lembrava disso. Desta vez, o conteúdo fala sobre o desrespeito dos estudantes ao estacionar seus veículos para estudar no campus 1 da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).

Como sempre, o responsável por recuperar o material foi o ex-companheiro de classe José de Almeida Jr. Ele é um verdadeiro arquivo ambulante. Impressionante. Virou um verdadeiro salvador da pátria quando o assunto é a nossa história na faculdade de jornalismo.

Ao contrário da primeira reportagem de TV, esse material está mais completo e editado. Tem os elementos necessário de um formato de matéria para um telejornal: as imagens, o off - que é o texto sobre o assunto narrado pelo repórter -, as sonoras com os entrevistados e a passagem (intervenção onde o repórter aparece na tela como se fosse a sua assinatura). Tudo isso editado de forma bem básica.

Elaborado em novembro de 1996 como um trabalho de curso, esse projeto também apresenta muitas falhas e está longe de ser uma reportagem profissional. As filmagens foram feitas por uma câmera VHS, considerada amadora porém era o modelo disponível na faculdade. Por isso, a qualidade também é ruim. Novamente, a participação na tela de quem vos escreve é terrível por aparecer contra o sol. Assim, os meus olhos já pequenos ficaram menores ainda.

Fora isso, a edição ficou com uma qualidade duvidosa devido aos equipamentos serem de péssima qualidade nos estúdios da faculdade. Para piorar isso tudo, um dos produtores que ajudou no projeto coletou algumas das entrevistas, no entanto esqueceu de pegar o nome dos seus personagens. Desta forma, resolvemos deixar de identificar todos os que participaram da matéria. Quanto amadorismo! Se esses equívocos ocorressem numa emissora de fato, certamente todos nós seríamos demitidos. E com razão.

Novamente, o projeto é assinado pelo mesmo trio da faculdade: Eric Fujita (reportagem e edição), José de Almeida Jr. (produção e edição) e Régis Camilo (imagens e produção). Vale a pena conferir, só para ver o que a gente aprontava no curso. Só não me lembro da nota. Ainda bem.



quarta-feira, 15 de abril de 2009

A novidade do aniversário

Meu aniversário passou. Como estou encostado pelo INSS devido ao acidente, consegui passar a data junto com a minha família depois de anos porque o dever da profissão me obriga a sair tarde do serviço. Tudo bem, afinal eu escolhi a profissão. Além de conseguir essa façanha, houve uma grande novidade durante a reunião familiar. O encontro contou com o reforço da Rafaela, a ilustre sobrinha e mais nova componente do grupo.

Como previsto, eu deixei de ser o centro das atenções mesmo na condição de aniversariante. Obviamente, a linda bebê roubou a cena devido à graça de uma pequena criança, pois é muito mais bonitinha (longe de ser a feia arrumadinha, viu) e muito mais fácil de ser paparicada, se comparado com o feio aqui. Ainda bem, fiquei contente com essa troca. Além disso, ela estava acordada e de muito bom humor, o que facilita para brincar.

Assim, todos queriam pegá-la no colo. A lista era bem grande: a avó, a bisavó, a tia avó, o tio avô e o tio coruja aqui também. Quem achou que iria deixar essa situação passar em branco? Aproveitei para brincar com ela.

Na condição de aniversariante, aproveitei e pedi para o pai babão tirar uma foto minha com a linda sobrinha. A imagem não ficou boa porque a Rafaela teve a infelicidade de ter um tio coruja tão feioso:



Não contente, assumi novamente a câmera (digo telefone celular) e tirei uma nova pose. Às vezes, acho que ela já aprendeu a lidar bem com as lentes:



Por essa e outras façanhas depois de muito tempo, valeu ter passado o aniversário de forma mais familiar. Em vez dos lamentos e de algumas mágoas, eu só tenho motivos para ficar feliz. Nasci de novo após o acidente, consigo andar mesmo com dificuldade, a recuperação está dentro do previsto e não ficarei com sequelas. Para completar, ainda tenho pessoas que me querem bem. Então, por que reclamar? E as novas imagens da Rafaela estão no espaço criado especialmente para ela nesse blog.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Um aniversário inusitado

Mais um aniversário chegou. Na verdade, não se tenho motivos para comemorar, afinal vou ficar mais velho. Ou será que há justificativas para isso? Pois trata-se de um ano a mais de experiência, seja no aspecto pessoal ou no âmbito profissional ou também no lado afetivo. Não ficará a meu cargo responder esse tradicional dilema. Então, o jeito é contar história. Desta vez, o assunto será mostrar como passei uma das minhas 33 primaveras, sempre no dia 14 de abril, claro. Atingi a idade de Cristo quando morreu.

Agora, escolherei qual ano entre o período de 1976 a 2009 para detalhar uma dessas comemorações. Em meio a todo esse espaço de tempo, já festejei essa importante data no boteco, nos bares mais sofisticados, no quintal de casa junto com os amigos para comer pizza em plena Sexta-Feira Santa, na balada junto com um monte de amigas e até mesmo no motel com namoradas. Neste último caso, foram duas oportunidades já na fase adulta, evidentemente. Nos tempos de criança, fiz isso com uma bicicleta nova, uma Calói 10, que ganhei em 1989. Bons tempos.

No entanto, esse não foi o ano escolhido por mim para essa história. A seleção foi feita cuidadosamente por ter passado um aniversário de forma inusitada, bem no estilo jornalístico. Dentro daquele tradicional clichê de que um profissional desta área não tem feriado, folga e muito menos como programar a vida. Bom, vamos voltar no tempo, mais precisamente 12 anos atrás. 

Segunda-feira, 14 de abril de 1997. Saí bem cedo de casa, em Suzano, para ir à faculdade de jornalismo na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Era o último dos meus quatro anos desse curso. Fui à aula de manhã e depois parti mais cedo em direção à Rádio Metropolitana, onde trabalhei entre 1994 e o ano dessa história. Abandonei antes do previsto o meu posto de estudante para assumir a minha função de repórter da emissora devido à importância dos fatos. Naquela ocasião, estava em andamento mais uma rebelião na Cadeia Pública daquela cidade.

Como era repórter de polícia da rádio, já sabia sobre o motim. Como manda o figurino, telefonei para Nilsa Santos, a chefe do Jornalismo da emissora naquela época, para saber se era necessária a minha presença. Imediatamente, ela disse que deveria acompanhar a rebelião. Assim, parti imediatamente ao local dos fatos. A vontade de cumprir o dever me fez esquecer de um simples detalhe: era meu aniversário de 21 anos.

Desta forma cheguei à frente da cadeia no final da manhã. O tempo passava e nada da revolta dos presos terminar. Os detentos exigiam a remoção de grande parte deles do local, que abrigava mais de 340 pessoas num espaço destinado para aproximadamente 60. De quebra, entrava na programação ao vivo e informava a situação de momento. Também aproveitava para dar as minhas inserções nas emissoras de São Paulo. A Rádio Capital sempre me acionava quando ocorria algum caso grave na região.

Por outro lado, a coitada da minha mãe preparava uma comemoração em família, com direito a lanches, guloseimas e bolo de aniversário. Isso deveria acontecer à noite, conforme programado. Deu tudo errado, devido à revolta dos presos. A tensão e o impasse nas negociações não avançavam. Desta forma, os repórteres da região e da capital continuavam na porta da cadeia. Inclusive o aniversariante do dia.

Como contornar esse imbróglio familiar? Como um celular ainda era artigo de luxo naquela época, telefonei para minha mãe do orelhão e a cobrar. Falei que ainda estava enrolado na cobertura da rebelião. Para não matar os meus tios, irmão, a avó e o pai de fome, pedi para servir o banquete. Enquanto isso, passava fome porque não podia abandonar o meu posto.

Como forma de lembrar de mim e do meu aniversário, os locutores que passaram pelos microfones do estúdio durante o motim sempre mandavam elogios e me desejavam felicidades pela data. Até os policiais no local vinham me cumprimentar. Mas a grande notícia chegou após a chefe me dispensar das funções porque percebeu que o motim não iria acabar naquela noite. Fui embora por volta das 22h30. Corri para o ponto e entrei no primeiro ônibus em direção a Suzano. Ou seja, passei o aniversário todo na frente de um presídio.

Cheguei na casa da minha mãe depois das 23 horas. Os tios ainda me aguardavam, me desejaram parabéns e logo foram embora. Conclusão, peguei bem o final de festa. E o que é pior, o fim da minha própria festa. Comi com tanto gosto os lanches e aperitivos. Não tinha nem almoçado em razão do trabalho. Nunca imaginei pegar os restos da minha própria comemoração de aniversário. 

Apesar da minha decepção de não ter chegado a tempo, as palavras da minha mãe serviram de conforto no final. Ela falou que o importante foi ter cumprido a missão do dia, mesmo no meu aniversário. A sensação de desconforto deu lugar ao clima de satisfação por não ter desanimado na cobertura jornalística em frente à cadeia. Mesmo bastante cansado, dormi com a consciência tranquila, por ter agido como deveria.

De volta ao presente, eu confesso. Mesmo sem festejar direito aquele aniversário, eu faria tudo de novo com toda a certeza do mundo. Afinal, são essas experiências que me fizeram amadurecer na profissão e enriquecer a minha carreira de 15 anos no jornalismo. O presente daquele ano foi justamente dar mais experiência para me transformar no que sou hoje. O lado ruim é que fica difícil marcar algo com uma rotina igual a essa. Preciso me conformar, pois escolhi essa área para trabalhar. A curiosidade me aguça cada vez mais a vontade de saber como serão os próximos aniversários.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Direto de Portugal

Recebi há pouco um e-mail na minha caixa de correio. Na verdade, era um aviso de comentário para ser postado nesse nobre blog. Ao ver a autoria das cordiais palavras, percebi que as mesmas vieram de longe. A origem foi do outro lado do Oceano Atlântico, diretamente das terras do nosso descobridor Pedro Álvares Cabral, como o próprio autor me disse. No entanto, elas não vieram de caravela, como aconteceu há 508 anos (quase 509 anos), quando esse personagem da nossa história desembarcou pela primeira vez no Brasil. Chegaram pela internet, dentro da sua missão de globalizar as nações. Como esse espaço fica cada vez mais internacional.

Por isso, decidi destacar essa inesperada iniciativa. Desta vez, o contato veio de Cláudio Carril, um ex-companheiro de classe. Estudamos juntos a terceira série do antigo segundo grau (hoje ensino médio), na Escola Estadual Justiniano, aqui em Suzano. Isso aconteceu há 16 anos, direto do túnel do tempo. Atualmente, ele vive em Portugal, onde se formou em medicina. Foi uma mistura de surpresa e, ao mesmo tempo, alegria.

Bom parceiro desse tempo de escola, o Cláudio também era um excelente aluno. Além das boas notas, ele também se destacava pelo bom gosto musical. Em muitas ocasiões, forneci antigas fitas cassetes para ele gravar as músicas dos grupos de rock que faziam sucesso naquela época. Nessa relação, estão o Pearl Jam, Alice in Chains, Metallica, entre outros.

Além disso, me lembrei de uma outra passagem. Meses após a conclusão do antigo segundo grau, ele foi o nosso motorista rumo à festa de formatura da escola, no início de 1994. Não participamos como formandos, mas fomos como convidados. Além dele, outro colega de classe, o João Victor, também foi ao grandioso evento, que aconteceu no salão de festas da Associação Desportiva da Polícia Militar (ADPM), em São Paulo. Foi a última vez que tive um contato mais próximo com o Cláudio. Depois, cada um seguiu o seu caminho.

Como é bom encontrar os amigos desta forma, depois de tanto tempo! A internet é muito boa porque permite isso, quando a banda larga funciona legal. Aproveitei também para ver o blog dele na internet. Muito legal a última postagem sobre o documentário Sicko, de Michael Moore. Além disso, aproveitei para percorrer os outros textos. Bem variado, com diferentes temas, desde um simples comentário sobre um filme, até assuntos do cotidiano português. Vale a pena conferir.

Quem se interessar, aproveite para ver "O Mundo é um Catso". O endereço é o www.mundocatso.blogspot.com . E, mais uma vez, fica o meu muito obrigado ao Cláudio Carril. Vamos ver se a gente continua com esse contato.

sábado, 11 de abril de 2009

Eu sei cozinhar

Aproveitei para navegar novamente pela internet. Desta vez, fiz isso por meio de uma indicação que recebi no meu e-mail. Como um bom curioso, acessei o blog do jornalista e roteirista Marcio Allemand, com quem trabalhei há mais de quatro anos, na minha campanha eleitoral para prefeito de Mogi das Cruzes. O candidato perdeu, mas a amizade ficou, mesmo com essa distância, exatamente à da ponte aérea SP-Rio.

Típico carioca, o Marcio foi o coordenador do conteúdo da campanha em que atuei por quatro meses, durante minha primeira experiência em marketing político, numa das cidades onde comecei a minha carreira. Essa vivência me ensinou muita coisa, como me portar em reportagens para TV e como os estrategistas políticos pensam, tanto numa disputa quanto na forma de agir perante os eleitores. Tudo isso me ajudou principalmente para não cair nas armadilhas em meio às coberturas jornalísticas. Assim, consigo migrar para os dois lados do balcão.

Com o indicativo dele recebido no meu e-mail, abri o blog "Eu Sei Cozinhar". Muito interessante. Além das receitas, ele conta algumas histórias e também publica poesias. Ou seja, reúne todos os ingredientes que mais gosto nessa vida. Gosto de arriscar meus palpites ao pilotar um fogão (as minhas ex-namoradas que digam), curto ler ou ouvir uma boa história e adoro escrever textos em versos desde a adolescência.

Por isso, indico com muita ênfase. Vale a pena dar uma passada no blog "Eu Sei Cozinhar". Ficou muito legal. Além disso, aproveitei para acrescentar o endereço na lista que mantenho nesse espaço. Quem quiser conferir, é só acessar o http://www.euseicozinhar.blogspot.com.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Igual ao coelho da Mônica

Antes, esse bicho de pelúcia era exclusividade de uma personagem conhecida em todo o país através dos gibis publicados por muitos anos. Somente a Mônica tinha o coelho Sansão, que se tornou o alvo principal do Cebolinha, do Cascão e de outros coleguinhas de publicação para ser sequestrado ou ter as orelhas amarradas com um nó. Se depender dos planos infalíveis do grupo, todos esses aventureiros precisariam sair dos quadrinhos e articular um esquema tático de olho numa nova vítima: a Rafaela.

Isso mesmo. Se eles decidirem sair hoje dos gibis e ficarem no mundo real, poderiam facilmente roubar o coelho da minha sobrinha. Talvez seria muito mais fácil em relação às tentativas frustradas de levar esse animal de pelúcia da sua dona. Isso é possível porque aproveitei a época de Sexta-Feira Santa e a Páscoa para presentear a Rafaela com um bichinho igual ao da Mônica.

Que esse grande ícone dos quadrinhos brasileiros não fique com ciúme, mas a querida sobrinha tem agora um coelho Sansão. Até que ela se adaptou rápido com a presença  do seu novo companheiro. Ainda bem, pois ele é bem maior que a bebê:



Quem ainda não viu fotos, poderá notar que essas e as outras imagens sobre a Rafaela estão no espaço dedicado especialmente para ela no blog. Fica do lado esquerdo da página. Vale a pena conferir.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Na coluna social

Havia prometido mostrar algumas fotos antigas, tiradas ao longo dos 15 anos de profissão. Bom, vou manter essa garantia pela metade porque a imagem a seguir é recente. No entanto, manterei parte da minha palavra já que a ocasião se transformou numa consequência da minha carreira profissional. E também conta um trecho dessa trajetória no jornalismo.  

Tudo isso aconteceu durante o lançamento do Livro "Memórias de Suzano", lançado pelos jornalistas do Grupo Mogi News, por onde passei entre o final de 2003 e começo de 2005. Por esse motivo, fiz questão de comparecer ao evento, apesar das limitações em virtude da minha recuperação. Devido à presença na ocasião, saí na coluna social no jornal Diário do Alto Tietê, um dos produtos da empresa.

Em meio a todo esse tempo, isso nunca havia ocorrido comigo. Assinada pelo colunista Osny Garcez - pessoa bem conhecida em Suzano e região -, o espaço social traz uma foto bastante interessante. Ilustra uma mescla de jornalistas mais antigos do Alto Tietê e os novos talentos que surgiram nos últimos anos. Ainda bem, pois é necessária uma reciclagem de profissionais no ramo.

Sem ofensas ao autor, a importância da imagem vai muito mais além de ter saído na coluna social. Na verdade, reúne os amigos que fiz na área, numa região em que nasci, fui criado e onde tudo começou. O clique é de Amilson Ribeiro:



Entre as pessoas na foto, estão os companheiros de redação de longa data. Uma delas é o Bras Santos, que está no canto esquerdo. Nos conhecemos há 11 anos quando trabalhamos no Diário de Mogi. Fora do trabalho, nós costumávamos prolongar o expediente nos bares próximos, sempre regado com muita cerveja ou chope. O happy hour durava até altas horas. Mais tarde, nos encontramos novamente já no Mogi News.

Fora isso, tem o Márcio Siqueira, o editor-chefe do Mogi News e do Diário do Alto Tietê. Ele está bem no centro da imagem (e ao meu lado). Bom companheiro de trabalho quando também fui um dos editores junto com ele, afinal ele segurou muitos rojões e apoiou algumas das minhas convicções que, em certas ocasiões, não andavam junto com o praticado no jornal.

Talvez, essas ações tenham contribuído para melhorar a qualidade do matutino. Pelo menos, tentei fazer o melhor. A amizade se consolidou depois de muito tempo. Antes disso, a gente se cruzava na Rádio Metropolitana, mas não tínhamos tanto contato como foi no Mogi News.

E como deixar de fora os já citados Marco Aurélio Sobreiro e Paulo Martins? Bem, eu já havia contado que os conheci naquela turma de 1994 do Diário de Suzano. Com o primeiro mencionado, eu não tive mais a honra de trabalhar junto com ele desde então. Mas eu tenho histórias desse período. Nós saíamos muito tarde, passávamos na lanchonete que o meu pai tinha no caminho para buscar a kombi e dar uma carona até a casa dele. Nossa, me recordei disso agora.

Além do Diário de Suzano, voltei a ser companheiro de redação do Paulo Martins dez anos mais tarde, já no Mogi News. Além dos longos fechamentos, ele era o meu parceiro no retorno à Suzano. A carona solidária que dava ao amigo também era necessária porque não havia mais ônibus para voltar no nosso horário de saída.

Agora, vamos à ala feminina na imagem. No canto direito, aparece a Miliane Moraes, que começou no ramo quando o Mogi News iniciou seu projeto de se tornar jornal diário, em 1997. Cresceu com a empresa e hoje é uma das editoras do Diário do Alto Tietê. E a representante dos novos talentos na foto é a Ludmila Santos. Ela surgiu na profissão há poucos anos. Eu me lembro dela ainda no jornal A Semana.

Recordações a parte, agradeço muito ao Osny Garcez por lembrar das pessoas que sempre são responsáveis pela notícia mas dificilmente são estampadas nas páginas, pelo menos em jornal. Além do momento de descontração, a iniciativa se transformou numa homenagem àqueles que batalham pela boa informação. E estar nesse grupo é uma verdadeira honra porque todos com certeza deram suas contribuições no meu crescimento profissional.

Quanto à minha presença no lançamento, isso prova que aos poucos minha vida volta ao normal após o acidente. Tudo bem, ainda enfrento dificuldades físicas. Mas não foi nenhum sacrifício. Pelo contrário, afinal o livro está muito bem feito. Aos autores Simone Leone (coordenadora do projeto), Carla Fiamini, Douglas Pires e Gisleine Zarbietti, só tenho uma frase: Meus parabéns.

sábado, 4 de abril de 2009

Jornalismo à moda antiga

Como promessa é dívida, hoje eu continuarei com a missão de mostrar algumas imagens feitas ao longo dos meus 15 anos de profissão. Quanto mais eu mexo nelas, penso na necessidade de me conformar com o tempo e deixar a idade passar lentamente. Dentro da minha proposta, mostrarei algumas fotos quando trabalhava no jornal O Diário de Mogi. Lá, fiz muitas reportagens entre os anos de 1997 e 2000.

Naquela ocasião, o jornal era considerado uma verdadeira escola de jornalismo na região. Por isso, eu não sosseguei até conseguir uma vaga na redação desse matutino. E as referências tinham todo o sentido. Durante o período, convivi com editores que me ensinaram muito, como o aprimoramento na escrita jornalística, farejar melhor uma boa notícia e aprender a apurar as informações, entre esses profissionais, estão Darwin Valente, Célia Sato, Orfeu Albuquerque eEdson Martins. Bons tempos!

Além disso, os cabeças da redação primam até hoje pelo jornalismo à moda antiga, mesmo em meio à evolução (ou regressão) registrada na grande imprensa. Os jornalistas do Diário de Mogiainda priorizam a história bem contada, apurada no contato pessoal entre o repórter e o entrevistado e valorizam os detalhes para dar mais emoção no texto final.

Ou seja, as matérias são feitas com o coração. Por isso, engana-se completamente quem acha que fico ofendido quando sou chamado de profissional das antigas. Sou mesmo e com muito louvor! Pelo menos, eu progredi.

Prova do que falei é essa foto feita em 1999. Devido à dedicação e a vontade de aprender, os editores costumavam me mandar sempre para São Paulo, quando as autoridades iam cobrar benfeitorias do Governo do Estado. A imagem mostra uma reunião em que os deputados e prefeitos do Alto Tietê pediam mais policiamento à Secretaria de Segurança:



Para quem não me viu, estou no lado direito da foto. Na ocasião, estavam ao meu lado outros dois jornalistas. Um deles era Luiz Suzuki, que trabalhava na assessoria de imprensa do então deputado estadual Junji Abe. Já Luciano Batista completava o grupo de profissionais. Ele participava da cobertura jornalística pela Rádio Metropolitana.

De volta ao assunto central, quase todos os editores mencionados ainda permanecem no Diário de Mogi. Somente Orfeu Albuquerque deixou o jornal. O tempo passou e a amizade continua com os demais remanescentes. Afinal, não posso perder o contato com as pessoas que me ensinaram e colaboraram com o meu crescimento pessoal.

E eles também foram responsáveis por lançar grandes talentos, que hoje se destacam na grande imprensa. Nesta relação, destacam-se Haissen Abaki (âncora do Primeira Hora, da Rádio Bandeirantes), Wagner Villaron (Diário de São Paulo e SporTV), Gilberto Nascimento (que teve passagens pela revista IstoÉ, Diário de São Paulo, Correio Braziliense, entre outros) e Leandro Calixto (ex-Diário de São Paulo). Com certeza, mais jornalistas foram revelados.

Fora esse crescimento profissional foi no Diário de Mogi que eu conheci o lado boêmio do jornalismo. Após o fim do expediente, sempre encerrado à noite, alguns jornalistas e profissionais de outras áreas do jornal faziam aquele belo "happy hour" regado com muita cerveja, cachaça, uísque e alimentado com diversos tipos de porções.

Nesses momentos, todos discutiam vários assuntos. O bom papo seguia até altas horas, muitas vezes terminava na madrugada do dia seguinte. Quantas vezes eu voltei com o amanhecer do sol de ônibus e de carros...A foto abaixo registra uma dessas situações, em 2000. Ao meu lado, o então diretor de circulação do jornal, Henrique Abib Nepomuceno:



De volta ao presente, chego à conclusão de que grande parte do aprendizado adquirido no Diário de Mogi foi suficiente para eu sobreviver na grande imprensa. Se não tivesse essa passagem, certamente o sofrimento da correria do dia-a-dia no jornalismo seria muito maior. Ainda bem que consegui honrar as apostas feitas pelo ex-professor da faculdade, Nivaldo Marangoni, e o Leandro Calixto, há 12 anos. Os dois me indicaram à vaga aberta nesse jornal naquela época.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O início no jornalismo

Resolvi arrumar algumas bagunças de dentro do meu guarda-roupa, que estava abarrotado de caixas empilhadas. Tudo bem, consegui alcançar o meu objetivo, após mais de três horas em pleno empenho. Ao mexer nos arquivos, encontrei um amontoado de albuns de fotografias. Lá, havia imagens guardadas cuidadosamente desde os tempos de adolescência. Achei cada registro. O jeito foi digitalizar algumas destas poses.


Assim, resolvi mostrar aos poucos esse pequeno arquivo. Para isso, decidi adotar um tema, dentro da proposta inicial deste blog. Desta forma, divulgarei a partir de agora alguns momentos desses meus 15 anos de profissão. Como o tempo passa!

Muitas pessoas me disseram que perdi muito tempo fora de São Paulo, onde fica o maior mercado do país, ao trabalhar nos arredores da Grande São Paulo e no interior do estado. Na verdade, foi um período de amadurecimento, responsável por me preparar para a grande imprensa.

Para dar esse pontapé inicial, escolhi uma foto feita em 1994. A imagem mostra a equipe do jornal Diário de Suzano que trabalhou nas eleições daquele ano. A importância desse registro é reviver quando comecei na profissão, ainda com os meus 17 para 18 anos. Conciliava a faculdade com os meus primeiros contatos nesse ramo.







Passado todo esse tempo, muitos deles seguiram seus caminhos nos meios jornalísticos. Alguns deles deixaram a região e partiram para a grande imprensa, seja antes ou depois de ter feito o mesmo. Nessa relação, destacam-se Vladimir Gama, Paulo Martins e Vinícius Gorgulho. Os três estão, pela ordem, na Rede Record e numa revista especializada em energia elétrica. O último deles mencionado atuava numa assessoria de imprensa, mas não sei agora o local exato por ter perdido o contato.


Outros decidiram permanecer na região, como é o caso de Simone Leone, Marco Aurélio Sobreiro e o fotógrafo Wanderley Costa. Depois de terem assumido o cargo de editor-chefe desse jornal, os dois conseguiram novas oportunidades por perto de Suzano, apesar da escassez do mercado nessa parte da Grande São Paulo. Após sair do Diário de Suzano, Simone se transferiu para o Mogi News, onde trabalhamos como editores entre 2004 e 2005.


Nesta semana, ela lançou o livro "Memórias de Suzano", da qual foi coordenadora do projeto. Uma bela iniciativa para resgatar a história da minha cidade natal. Tanto que o lançamento foi prestigiado pelas principais personalidades e autoridades do município. Fica aqui registrado os meus parabéns.


Já Marco Aurélio optou pela estabilidade. Assumiu uma vaga de assessor de imprensa da Prefeitura de Mogi das Cruzes, depois de passar no concurso público. Ele foi o sucessor da Simone no cargo de editor-chefe do jornal. Pelo menos, está mais seguro profissionalmente. Enquanto isso, Wanderley ainda arrisca seus cliques no grupo de comunicação da Prefeitura de Suzano.


Mas as minhas andanças por outras regiões foram suficientes para encontrar mais tarde outros jornalistas que estão nessa foto. Onze anos mais tarde, cruzei com Henrique Miotto no ABC Paulista, quando passei pelo Diário do Grande ABC. Ele se especializou no segmento automotivo e fazia reportagens para o caderno Automóveis nos tempos em que essa parte do matutino era terceirizada para uma empresa responsável por seu conteúdo. Hoje, atua no Diário Regional.



Por outro lado, outros profissionais na foto deixaram esse mundo. O fotógrafo Gino de Siqueira, por exemplo, morreu em 2002 vítima de uma doença repentina, que não sei detalhar. O falecimento ocorreu num final de semana que estava de plantão. Foi uma pena, mas Deus sabe o que faz. Trabalhei com ele mais tarde no Diário de Mogi. Além disso, era um parceiro fora do horário de serviço, com direito a viagens ao litoral e tudo mais. Com certeza, está num belo lugar lá no céu.


O tempo também foi suficiente para perder o contato com os demais que estão nessa imagem. Passados quase 15 anos, eu não sei por onde anda Cezar Willians, Nivaldo Lima entre outros nesse registro. Quem souber o paradeiro de alguns deles, poderá me passar as informações que publicarei aqui, com toda a certeza. Apesar de tudo isso, todos que participaram dessa fase deram uma contribuição para o meu início no jornalismo.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Pelo messenger

Recebi um chamado pelo sistema de mensagens pelo computador. Quem não conhece o messenger, mais conhecido como msn? Esse mecanismo foi suficiente para facilitar a comunicação entre as pessoas em todas as partes do mundo. Basta ter um terminal com internet. Apesar dessa grande facilidade, suspeitei que fosse alguém com quem tenho um contato mais corriqueiro no meu dia-a-dia. Puro engano. Na verdade, era uma pessoa na qual não conversava há muito tempo.

O contato veio da Patrícia, uma amiga da família dos tempos de infância, a fase em que as únicas preocupações são brincar e estudar. Trata-se da época mais feliz da vida, de onde trazemos as melhores lembranças, devido à falta de maldade e sinceridade de nossas iniciativas quando crianças. Talvez seja por esse motivo que ela mostrou tamanha consideração nessa chamada. O objetivo era saber como estava a minha recuperação.

Uma atitude como essa só reforçou a tese de que as pessoas com consideração reaparecem nos momentos difíceis, ou para dar aquele apoio sincero ou para saber sobre o ocorrido. Pelo menos alguns ainda se preocupam comigo e não viram as costas como muitos fazem. Isso é um bom sinal.

Agora, vamos ao histórico dela. A Patrícia conheceu a família por intermédio do meu irmão, o Jonathan. Os dois se conheceram no jardim da infância e depois estudaram juntos durante o antigo primeiro grau (atual ensino fundamental) na saudosa escola Justiniano. A tamanha proximidade se alastrou e a amizade se proliferou para ambas as famílias.

Por esse motivo, ela costumava visitar a casa dos meus pais e vice-versa para brincar ou fazer trabalhos de escola. Além disso, era presença garantida nas festas de aniversário do meu irmão. Bons tempos e ótimas lembranças. Afinal, existia apenas inocência nas nossas atitudes.

O tempo passou e todos seguiram seus respectivos caminhos, como precisamos fazer. É a trilha natural da vida. Passado esse tempo (pelo menos 20 anos), o mais importante para mim é reunir os amigos, principalmente numa época difícil, que falta bem pouco para ir embora. E logo isso se tornará vagas lembranças com ajuda dos amigos e amigas, igual a Patrícia.